Candelabro

Livraria Alfarrabista
desde 1952

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REF: 21343 Categoria:

QUEIMA DAS FITAS DOS QUARTANISTAS DE DIREITO DAS UNIVERSIDADE DE COIMBRA 1930-1931

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QUEIMA DAS FITAS DOS QUARTANISTAS DE DIREITO DAS UNIVERSIDADE DE COIMBRA 1930-1931

[Comp. e impresso nas Oficinas da “Atlântida”. Coimbra].

Curioso livro de curso de Direito de estética modernista, com versos de vários autores entre os quais destaca-se  João de Brito Câmara. A capa, lindíssima, está assinada por Diogo de Oliveira e datada de S. Pedro do Sul, 1931.

De https://arquivo-abm.madeira.gov.pt/descriptions/57548, com a devida vénia, transcrevemos:

Poeta, jurista e cultor de letras, João de Brito Figueirôa Câmara nasceu em São Jorge de Arroios, Lisboa, a 13 de Maio de 1909. Na altura, os pais, João Câmara e Matilde de Brito Figueirôa Câmara, encontravam-se a residir no continente. Aos quatro anos de idade, regressou ao Funchal, a terra dos seus progenitores. O seu primeiro livro de versos intitula-se Manhã (1.ª ed., Funchal, Tipografia Esperança, 1927). Concluído o curso do Liceu Nacional do Funchal, em 1927, inscreveu-se em Direito, na Universidade de Coimbra. A sua participação no movimento literário da Presença e a sua eleição como Presidente da Associação Académica de Coimbra, de 1931 a 1932, foram determinantes na vida futura. De regresso ao Funchal, em 1932, abriu banca de advogado. Em 1944, publicou a importante separata O Modernismo em Portugal (Entrevista com Edmundo de Bettencourt). Foi nomeado Delegado da Sociedade Portuguesa de Autores na Ilha da Madeira, de 1956 a 1958. Proferiu conferências, promoveu encontros e exposições, entre muitas outras actividades culturais. A sua obra poética encontra-se compilada em Poesias Completas (1.ª ed., Coimbra, Atlântida Editora, 1967). Iniciou-se como jornalista, actividade que privilegiava profundamente, no quinzenário liceal Alma Nova. Correspondente do República, Lisboa, colaborou na imprensa da Madeira. Dirigiu o Eco Literário, Suplemento do Eco do Funchal. Como político oposicionista ao regime, além de discursos proferidos em sessões comemorativas, João Brito Câmara distinguiu-se como um vibrante orador em comícios de propaganda política. Inscreveu-se no M.U.D., (Movimento de Unidade Democrática). E nesta qualidade, tornou-se Delegado da Comissão Distrital das Campanhas Eleitorais de Norton de Matos de 1948 a 1949 e do General Humberto Delgado, em 1958. De 1958 a 1960, sofreu quatro processos judiciais interpostos pela P.I.D.E. Três foram processos-crime. Veio a ser preso no Funchal. Como jurista, era muito considerado. Numa tentativa de aproximar a jurisdição do público comum, publicou algumas das suas alegações forenses, em artigos de jornais e em opúsculos. João Brito Câmara faleceu no Funchal, a 26 de Dezembro de 1967.

Bom exemplar. Tem dedicatória de um aluno a familiares.

MUITO INVULGAR.

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