BASHÔ (MATSUO) – O CAMINHO ESTREITO PARA O LONGÍNQUO NORTE
BASHÔ (MATSUO) – O CAMINHO ESTREITO PARA O LONGÍNQUO NORTE
Oku no Hosomichi. Numa versão de Jorge de Sousa Braga. 2ª edição.
Fenda. 1995. In-8º gr. de 59-V págs. Br.
«Os meses e os dias são viajantes da eternidade. Assim como o ano que passa e o ano que vem. Para aqueles que se deixam flutuar a bordo dos barcos ou envelhecem conduzindo cavalos, todos os dias são viagem e a sua casa é o espaço sem fim. Dos homens do passado, muitos morreram em plena rota. A mim mesmo, desde há anos, me perseguem pensamentos de vagabundo mal vejo uma núvem arrastada pelo vento.Passei o último inverno percorrendo a costa. No outono regressei à minha cabana nas margens do rio. Mal tivera tempo de limpar teias de aranha quando me surpreendeu o fim do ano. Em breve, a névoa da primavera cobriria o céu e os campos, e eu queria atravessar Shirakawa nessa altura. Tudo o que via me convidava a viajar. Tão possuído estava pelos deuses que não conseguia dominar os meus pensamentos. Os espíritos do caminho faziam-me sinais, e dei-me conta que não podia adiar por mais tempo a minha partida. Remendei as minhas calças rotas, mudei as tiras do meu chapéu de palha e untei as minhas pernas para as fortalecer. A ideia da lua na ilha de Matsushima enchia as minhas horas. Cedi a minha cabana e fui para casa de Sampu. Num dos pilares deixei este poema: também esta cabana de colmo se há-de transformarem casa de bonecas.»
Exemplar como novo.
15,00 €
Vendido






