LIVRO RARO (01.02.2018)
DESCRIÇÃO PREÇO
11179

A FOLHA
(Microcosmo litterario).
Imprensa da Universidade. Coimbra. 1868 a 1870. In-4º de 160 + 96 págs. Enc.
Rara e importante revista literária dirigida por João Penha (1838-1919) a partir de Coimbra, constituída por 5 séries, aproximadamente uma por cada ano, publicada entre 1868 e 1873.
Colaborações de, entre outros, João Penha, Cândido de Figueiredo, Guilherme Braga, Simões Dias, Guerra Junqueiro, Teófilo Braga, Gonçalves Crespo, Alberto Pimentel, António Feliciano de Castilho, Antero de Quental (com os poemas "These e Antithese" e "Justitia Mater") e Sousa Viterbo.
O nosso exemplar inclui apenas as duas primeiras séries. A 1ª série tem 20 números e publicou-se entre 1868 e 1869; a 2ª tem 12 números de 1870. Estas duas primeiras séries têm, portanto, um total de 32 números, estando completas.
Encadernação antiga com lombada em pele.
Miolo em bom estado geral de conservação, apresentando normais sinais do tempo; lombada com pequena falha na parte superior. O exemplar pertenceu à biblioteca de ALBINO FORJAZ DE SAMPAIO, da qual ostenta um belo ex-libris.

150,00 €
11088

ALMADA (ANDRÉ ALVARES D') - TRATADO BREVE// DOS// RIOS DE GUINÉ DO CABO-VERDE
Desde o rio do Sanagá até aos Baixos// de Sant'Anna & &. Pelo Capitão// ANDRÉ ALVARES D'ALMADA,// Natural da Ilha de Santiago de Cabo-Verde (...). 1594.
Publicado por DIOGO HOPKE. PORTO: Typographia Commercial Portuense. 1841. In-8º de IV-XIV-II-108-VIII págs. Enc.
Importante obra etnográfica e geográfica que descreve os costumes de vários povos da costa africana do sudoeste.
A primeira edição desta obra é de 1733, no entanto a presente edição, de Diogo Kopke, é considerada mais conforme o manuscrito original. No final tem um curioso mapa desdobrável (de 22x23 cm) com título e legendas: "Guiné Septentrional. Da Conquista, Navegação e Commercio dos Portugueses e dependencia das Capitanias das Ilhas do Cabo Verde. 1594. Kopke del. J. C. V. Villa Nova lith. Porto. 1841".
Bela encadernação com lombada e cantos em pele, estando aquela ricamente decorada com ferros e dizeres gravados a ouro. Conserva as capas da brochura e até apenas aparado e carminado à cabeça.
Exemplar em bom estado geral de conservação, apresentando alguns restauros profissionais sobretudo ao nível das capas da brochura.
RARO.

150,00 €
8402

ANDRADE (JOSÉ MARIA DE) - REGIMENTO// DA// PROSCRIPTA// INQUISIÇÃO// DE// PORTUGAL
Ordenado// pelo Inquisidor Geral// O CARDEAL DA CUNHA,// e publicado// por// JOSÉ MARIA DE ANDRADE.
COIMBRA, // Na Imprensa da Universidade.// Anno I. da Constituição (1821). In-8º de XXXVI-155-I págs. Enc.
Sobre esta edição, ler comentários de Inocêncio, V, pág. 18. O nomeado Cardeal da Cunha, é D. João Cosme da Cunha, Inquisidor Geral do Reino durante o reinado de D. José I.
Encadernação antiga, simples, com lombada em pele. Aparado por inteiro mas, ainda assim, com boas margens.
Exemplar, de um modo geral, em bastante bom estado de conservação, apresentando um papel invulgarmente branco e ausência de assinaturas de posse e marcas de xilófagos. Entre as págs. VII e XVIII antigas, pequenas e já muito esbatidas manchas de água.
RARO.

75,00 €
7126

ARIOSTO (LUDOVICO) - ORLANDO FURIOSO
Versão de Gomes Leal. Canto I.
Lisboa. Livraria Bertrand-Editora. 1889. In-4º de 23-I págs. Br.
Trata-se do 1º canto do poema, e único publicado.
Exemplar em bom estado de conservação, atendendo à sua fragilidade e idade.
RARO.

40,00 €
3523

BERNARDES (MANUEL) - ESTIMULO// PRATICO// PARA SEGUIR O BEM, E FUGIR O MAL.// EXEMPLOS SELECTOS// DAS VIRTUDES, E VICIOS;// ILLUSTRADOS COM REFLEXOENS,//
E dedicados// Á Soberana// Rainha dod Anjos// MARIA// Santissima Senhora nossa,// Pelo P. MANOEL BERNARDES,// da Congregaçaõ do Oratorio de Lisboa.
LISBOA OCCIDENTAL,// Na Officina de Antonio Pedrozo Galram.// M. DCC. XXX.// Com as lincenças necessarias. In-8º gr. de XII-479 págs. Enc.
Trata-se de uma das mais estimadas obras do Padre Manuel Bernardes (1644-1710), autor de numerosa bibliografia e figura marcante das letras do período barroco português.
Com vários erros de paginação, páginas trocadas e numeração incorrecta, como é costume acontecer no livro antigo; no entanto a nossa obra está completa.
Exemplar em muito razoável estado de conservação; vestígios de traça no canto superior direito, que começam no frontispício e se estendem até à pág. 94 mas sem nunca ofender a mancha tipográfica; algumas anotações coevas sem significado, nomeadamente nas guardas, frontispício e verso do frontispício.
Encadernação da época inteira em pele, com a lombada decorada com ferros a ouro e os dizeres manuscritos em etiqueta colada entre duas nervuras.
Primeira edição. RARO.

150,00 €
9157

BERNARDES (MANUEL) - NOVA// FLORESTA,// OU// SYLVA DE VARIOS APOPHTHEGMAS, E DITOS// SENTENCIOSOS ESPIRITUAES, & MORAES;// COM REFLEXOENS,// EM QUE O UTIL DA DOUTRINA SE ACOMPANHA COM O VARIO DA// ERUDIÇÃO ASSIM DIVINA COMO HUMANA://
OFFERECIDA, & DEDICADA// A SOBERANA MÃy DA DIVINA GRAÇA// MARIA// Santissima Senhora a Nossa// PELO PADRE MANOEL BERNARDEZ// da Congregaçaõ do Oratorio de Lisboa.// PRIMEIRO TOMO [a QUINTO TOMO]// [grav. reproduzindo o emblema da Cong. do Oratório]//
LISBOA// Na Officina de VALENTIM DA COSTA DESLANDES, Impressor de Sua Magestade. Anno M.DCCVI [1706 a 1728]. 5 vols. In-8º gr. de XVI-496, IV-412, IV-538, XII-550 e VIII-556 págs. Enc.
Trata-se da primeira edição de uma das obras mais estimadas da literatura portuguesa barroca setecentista, da autoria do padre Manuel Bernardes (1644-1710).
O 3º tomo indica como impressor "Officina Real DESLANDESIANA; os 4º e 5º tomos "Officina de JOSEPH ANTONIO DA SYLVA". Sabe-se, pois, que os 2 últimos tomos, impressos vários anos depois dos três primeiros, foram de iniciativa de José António da Silva, que também procedeu a uma reimpressão dos anteriores.
Elegantes encadernações antigas, inteiras em pele, com as lombadas decoradas com ferros a ouro, 4 nervuras e dizeres inscritos também a ouro sobre rótulos em pele vermelha.
Conjunto em bastante bom estado de conservação para uma obra três vezes centenária, a nível do miolo e encadernações; o 1º vol. tem pequena, bonita e antiga assinatura de posse no frontispício, 10 págs. a meio do volume sublinhadas e anotadas a tinta lilás e ocasionais e breves sublinhados com a mesma tinta; o 2º vol. tem raros sublinhados quase sempre a tinta preta já muito desvanecida; o 3º vol. tem antiga mancha de humidade já muito desvanecida e que afecta o canto inferior direito das últimas 25 folhas; o 4º vol. tem a mesma bonita e discreta assinatura do 1º tomo e antriga mancha de humidade muito desvanecida que afecta as últimas folhas; o 5º e último volume tem antiga e pequena assinatura de posse no canto superior direito do frontispício, ínfimos vestígios de xilófagos nas folhas centrais que não ofendem a parte impressa e pequenas manchas antigas de humidade nas primeiras e últimas folhas. Por último, todos os tomos estão ligeiramente aparados, como era costume na época, mas mantendo boas margens. O 4º tomo tem mancha na lombada da encadernação (ver foto).
Mesmo com os ínfimos defeitos descritos, trata-se de uma bela e RARA obra, que poucos coleccionadores do livro antigo têm o grato prazer de possuir.

750,00 €
11911

BIELFELD (BARON DE) [JACOB FRIEDRICH VON BIELFELD] - INSTITUTIONS POLITIQUES
Par Monsier Le BARON de BIELFELD. Tome Premier. N. Edition, revue, corrigée & augmentée [Tome Second & Tome Troisiéme]
A LEIDE, Chés [sic] SAMUEL et JEAN LUCHTMANS, MDCCLXVII a MDCCLXXII [1767 a 1772]. 3 vols. In-8º gr. de VIII-710-XIV + 736-VIII + XXII-II-892-XXVI págs. Enc.
Jacob von Bielfeld, Barão de Bielfeld (1717-1770), alemão, foi conselheiro do rei da Prússia, Frederico II, o Grande. A obra que apresentamos, de longe o seu mais importante trabalho, teve a primeira edição em França, em 1760.
O 3º volume, dedicado a Catarina II, "Impératrice et Autocratrice de Toutes les Russies", ilustrado com uma bela gravura da mesma, tem a curiosidade de dedicar no 1º capítulo 48 páginas ao Reino de Portugal.
O 2º vol. inclui 5 grandes tabelas desdobráveis em perfeito estado de conservação.
Encadernações da época inteiras em pele; as lombadas são decoradas com 5 nervuras, delicados ferros gravados a ouro e dizeres também a ouro sobre rótulos de pele vermelha.
Conjunto atraente e de um modo geral em bom estado de conservação; o 1º vol. tem vestígios antigos de humidade já muitíssimo desvanecidos; o 2º vol. tem cortes de traça que nunca ofendem a mancha tipográfica mas que afectam parte significativa do volume. Finalmente o 3º vol. não tem qualquer defeito a destacar para além dos ínfimos e normais sinais do tempo.
Edição RARA sobretudo quando inclui o terceiro volume, que foi editado posteriormente.

300,00 €
3970

BOILEAU DESPRÉAUX (NICOLAS) - OEUVRES DE BOILEAU DESPRÉAUX
Avec des Eclaircissemens Historiques donnes par lui-meme, & rediges par M. Brossette; augmentées de plusieurs Pieces, tant de l'Auteur, qu'ayant rapport a ses Ouvrages; avec des Remarques & des Dissertations Critiques. Par M. de Saint-Marc. (...)
A Paris. Chez les Libraires Associés. MDCCLXXII [1772]. 5 vols. in-8º gr. de CXVI-431 + VI-617 + X-340 + VI-562 + CLVI-378 págs. Enc.
Nicolas Boileau Despréaux (1636-1711) foi um poeta francês.
Obra ilustrada com 9 belas gravuras em "hors-texte" e ainda 10 "culs-de-lampe".
Bonitas encadernações da época, inteiras em pele.
Conjunto de um modo geral em muito bom estado de conservação, apresentando um papel invulgarmente branco: as encadernações têm alguns sinais de manuseamento mas, ainda assim, estão bastante sólidas; bonito carimbo antigo de posse no frontispício dos 5 volumes; algumas manchas antigas de humidade afectando o canto inferior direito de algumas folhas (incluindo gravuras) do 2º e do 5º volumes; ínfimo furo de bicho afectando as 8 primeiras folhas do 3º volume e as 24 últimas do 4º volume.
A presente edição em 5 volumes é considerada como uma das melhores e graficamente mais conseguidas edições das Obras Completas de Boileau.
MUITO INVULGAR. Obra de elevada cotação internacional.

1.000,00 €
1062

BOTELHO (BERNARDO DE BRITO) - HISTORIA BREVE DE COIMBRA, SUA FUNDAC,AM [SIC], ARMAS, IGREJAS, COLLEGIOS, CONVENTOS, E UNIVERSIDADE; DEDICADA AO SENHOR PEDRO HASSE BELLEM, FIDALGO DA CASA DE SUA MAGESTADE, E COMMENDADOR DA ORDEM DE CHRISTO. ORDENADA PELO LICENCIADO...
Lisboa Occidental, na Officina Ferreiriana. MDCCXXXIII. In-8º de IV-26 págs. Enc.
Primeira edição.
Raro.
Excelente encadernação nova em inteira de pele, decorada com elegantes ferros a ouro.

400,00 €
4898

BOUILLAUD (JEAN-BAPTISTE) - TRAITÉ CLINIQUE DES MALADIES DU COEUR
Précédé de recherches nouvelles sur l'anatomie et la physiologie de cet organe. Avec des planches.
BRUXELLES. H. Dumont, Libraire-Éditeur. 1836. In-8º gr. de 387 págs. e 3 gravuras. Enc.
Obra de referência no campo da cardiologia.
Primeira edição belga; a edição primitiva francesa foi dada à estampa no ano anterior, 1835, em 2 volumes.
Ilustrada com 3 gravuras desdobráveis e de grandes dimensões.
Bela encadernação oitocentista com lombada em pele, decorada com 4 nervuras, dizeres e ferros a ouro. Corte das folhas marmoreado.
Exemplar em excelente estado de conservação.
RARO.

250,00 €
375

BURITY (BRAS) [JOAQUIM MADUREIRA] - OS BURROS
Folhas quinzenaes de crtitica solta aos Usos, Costumes, á Politica, ás Letras, Á vida da Gente Portugueza.
[Director: Bras Burity - Editor: Antonio Evaristo. Lisboa 10 Dezembro 1915 a 25 Janeiro 1916. 4 números. In-fólio de 8+8+12+8-II págs. Br.
Inteiramente redigida por Bras Burity, pseudónimo de Joaquim Madureira.
Ilustrações de Cristiano de Carvalho, Francisco Santos, José Malhoa e Simões Sobrinho.
No decorrer dos artigos podem.encontrar-se referências a personalidades da época como sejam Bazílo Telles, Silva Porto, Gervásio Lobato, Bernardino Machado, Manuel de Arriaga, etc.
Colecção completa. Muito rara.
Estado de conservação bastante razoável tendo em conta de que se trata de uma publicação em papel de jornal muito frágil. Pequeno furo de bicho sem qualquer prejuízo para a leitura do texto.

200,00 €
11968

CAMÕES (LUÍS DE) - OS LUSÍADAS
Edição Critica-Commemorativa do Terceiro Centenário da Morte do Grande Poeta.
Publicada no Porto por Emilio Biel. Typographia Giesecke & Devrient. Leipzig. MDCCCLXXX [1880]. In-fólio de [4]-LVI-375-XCII págs. + 34 gravs. Enc.
Edição monumental, primoroso testemunho do apogeu das artes gráficas de finais do século XIX. Com efeito, depois da "Edição do Morgado de Mateus", é considerada a mais bela edição do imortal poema de Camões.
Esta ousada inicitiva editorial foi da responsabilidade de Emilio Biel (1838-1915), alemão residente no Porto desde 1860 e que ficou célebre por ser um dos introdutores da fotografia em Portugal e editor de notáveis obras artísticas como, por exemplo, "Arte e Natureza em Portugal".
Profusamente ilustrado com vinhetas no texto, gravuras intercaladas no texto e abertas em chapa de metal (desenhadas por Oscar Begas e gravadas por Lindner, desenhadas por Kostka e gravadas por Goldeberg, Deninger e outros), anterrostos no início de cada um dos dez cantos do poema litografados em policromia (desenhos por Gnauth e gravações por Bankel), anterrosto da obra com a gravura de Camões desenhada por Burger e gravada por Pickel e por Neumann, e magnífica fotogravura do Imperador D. Pedro II do Brasil, a quem é dedicada a obra, aberta em chapa de aço a partir de uma fotografia de Fillon.
A obra é ainda enriquecida com uma introdução de José Gomes Monteiro, também responsável pelas notas com Barreto Feio e ainda um apêndice contendo uma tabela comparativa das variantes das duas edições princeps de 1572 e um texto intitulado "Camões e Os Lusíadas" asssinado por J. da Silva Mendes Leal.

Vejamos as considerações sempre avisadas de Inocêncio da Silva (XIV, 179):

"Edição de Biel, do Porto: Os Lusiadas de Luiz de Camões. Edição critica commemorativa do terceiro centenario da morte do grande poeta. Publicada no Porto por Emilio Biel. Tyographia de Giesecke & Devrient, estabelecimento graphico, Leipzig, MDCCCLXXX. Fol. de 8 inumeradas) LVI 375 XXXIII XCII pag. Com os retratos de Camões e do Imperador do Brasil, e estampas alegóricas. A dedicatória ao Imperador do Brazil é assim: A Sua Magestade o Senhor D. Pedro II, Imperador de Brazil, Homenagem do mais profundo respeito, offerece e dedica o editor Emilio Biel». Depois do retrato do Imperador (feito por uma photographia de Fillon), vem uma página com estas indicações: Introducção, notas, tabellas de variantes e revisão do texto baseada na 2.ª edíção de 1572, e na de 1834 (de Hamburgo), revista e retocada pelo ex.mo sr. José Gomes Monteiro, socio correspondente da academia real das sciencias e membro de varias academias estrangeiras. Poemeto commemorativo Camões e os Lusiadas (estudo sobre a vida e obras do poeta) pelo ex.mo sr. José da Silva Mendes Leal, do conselho de Sua Magestade, par do reino, ministro e secretario d"estado honorario socio da academia real das sciencias de Lisboa, enviado extraordinario e ministro plenipotenciario de Sua Magestade Fidelissima em París, etc. etc.). Seguem se a lista dos artistas que com os seus trabalhos enriqueceram esta obra, o poema commemorativo Visão! (pag. III a XIV), e na pagina seguinte vem os titulos: Os Lusiadas de Luiz de Camões, edição critica com um estudo sobre a vida e obras do poeta pelo Exmo Sr. José da Silva Mendes Leal... baseada sobre a 2.ª edição de 1572, emendada pela de 1834 (de Hamburgo) revista e retocada pelo ex.mo sr. José Gomes Monteiro... enriquecida com 12 gravuras originaes em aço, trabalho dos mais notáveis artistas da Europa, assumptos e desenhos aprovados por Sua Majestade El-Rei o Senhor D. Fernando. Publicada per Emilio Biel, Porto. O texto do poema foi primeiramente impresso no Porto, typographia de A. J. da Silva Teixeira, revisto por Gomes Monteiro. Esta impressão preparatória serviu de original para a composição na imprensa de Leipzig. As estampas, excluindo o retrato de Sua Magestade o Imperador, no principio, são vinte e uma, onze roproduzidas das da edição do Morgado de Matteus e dez de composição nova, desenhadas e gravadas em Leipzig. As gravuras reproduzidas (redução pela fotografia) são Camões na gruta de Macau, e as dos cantos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X, e as novas são: a do rosto com o novo busto de Camões, e as dos cantos I, II, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X. Para se avaliar a reprodução fotográfica, que alias alterou, na minha opinião, a extraordinária beleza de algumas das gravuras da edição monumental do morgado de Matteus, observarei que as estampas mandadas fazer por este têm 0.m,195 de altura e 0.m,158 de largura e as da edição de Biel tem 0.m,190 de altura e 0.m,150 de largura. Foi esta diferença bastante para diminuir, no contorno e no claro escuro, o tom e vigor das gravuras citadas, que os mestres e entendidos consideram como primores e modelos no género. Eis os artistas que trabalharam na edição de Biel, conforme os encontro citados na própria obra (pag. II): os quadros a oleo, que serviram de base ás gravuras em aço, foram executados por Begas, professor da escola artistica de Berlim, Liezen Mayer, director da academia de bellas artes de Stuttgart, Kostka, pintor historico de Berlim, as gravuras em aço, pelos artistas Deininger, Goldberg, Krausse, Lindner, Martin, Nüsser, Pickel, Schultheiss, Wagenmann, os desenhos para as iniciaes e vinhetas finaes, por Ludwig Burger, membro da academia de bellas artes de Berlim, desenhados na madeira por Martin Laemmel e P. Grotjohann, e gravados por R. Brand"amour & C.ª e Kaeseberg & Oertel, as photogravuras por Emilio Biel & C.ª, do Porto, as composições das páginas titulos (rostos dos cantos), chromo typo por A. Gnauth, director da escola academica de Nürnberg, e a composição e impressão typographica sob a direcção de Giesecke & Devrient, instituto typographico de Leipzig. O papel para o texto foi fornecido por Bohnenberger e C.ª, de Pforzheim, e para as gravuras por B. Siegismund, de Leipzig."

Já de si bastante invulgar, os exemplares que vão aparecendo no mercado exibem quase sempre a encadernação editorial de origem, muito bela, em percalina profusamente decorada. O NOSSO EXEMPLAR PERTENCE A UMA SÉRIE ESPECIAL, NÃO DECLARADA, COM UMA ENCADERNAÇÃO AINDA MAIS SUMPTUOSA, INTEIRA EM PELE, TODA RELEVADA E DECORADA COM UMA CARAVELA EMBUTIDA A 5 CORES DIVERSAS, ARCOS GÓTICOS, ENTRE OUTROS MOTIVOS DECORATIVOS. O CORTE DAS FOLHAS TAMBÉM É SURPREENDENTE BELO, BRUNIDO A OURO E DECORADO COM MOTIVOS DE FANTASIA.

O exemplar está em bastante bom estado de conservação, apresentando ocasionais e normais picos e manchas de acidez, ínfimos sinais do tempo e pequenas esbeiçadelas na encadernação.

RARA PEÇA DE COLECÇÃO.

1.800,00 €
1021

CANCIONEIRO DE LEÃO XIII
Ou os versos latinos e italianos de Sua Santidade postos em rima portugueza e precedidos da sua biographia pelo Pe. Joaquim José d'Abreu Campo Sancto. Edição commemorativa do Jubileu Pontifical.
Manuel Malheiro, Editor. Porto. S/d [fins do sec. XIX]. In-4º gr. de 202 págs. inum. Enc.
Todo o texto é impresso dentro de belas cercaduras litografadas.
Com um retrato do Papa Leão XIII (1810-1903). O pontificado decorreu de 1878 até à data da sua morte.
Bonita e elegante encadernação antiga com lombada em pele, decorada com nervuras e ferros a ouro.
Algumas manchas antigas de humidade na parte inferior das folhas mas sem nunca afectar a mancha tipográfica.
As primeiras 88 páginas, inumeradas, são ocupadas com a biografia de Leão XIII, escritas originalmente para esta primeira edição, pelo Padre Joaquim Campo Sancto.
Muito invulgar.

200,00 €
11596

CASTELO BRANCO (CAMILO) - O DEMÓNIO DO OURO
Romance Original por Camillo Castello Branco. I Volume [& II Volume].
Lisboa. Livraria Editora de Mattos Moreira e compª. 1873 [& 1874]. 2 vols. In-8º de 211-I + 221-III págs. Enc.
1ª edição de uma das mais reconhecidas obras de Camilo, também apreciada pelas 4 gravuras "hors-texte" assinadas por RAFAEL BORDALLO PINHEIRO e gravadas em madeira por Severini.
Este título camiliano foi incluído na série "Romances Nacionaes".
Encadernações em material sintético com dourados nas lombadas. Não conservam as capas da brochura e estão ligeiramente aparados.
Conjunto em bom estado geral de conservação, apresentando as inevitáveis manchas ocasionais de acidez e duas antigas assinaturas de posse no frontispício de ambos os volumes.
MUITO INVULGAR.

100,00 €
758

CHOMPRÉ (MR.) - DICCIONARIO// ABBREVIADO// DA FABULA
Para intelligencia// DOS POETAS, DOS PAINEIS,// E DAS ESTATUAS,// cujos argumentos são tirados// DA HISTORIA POETICA.// Por...// Agora traduzido do francez em portuguez.
Lisboa. Na Regia Officina Typographica. Ano MDCCLXXIX. In-8º gr. de VIII-217 págs. Enc.
Trata-se da rara primeira edição desta obra traduzida, segundo Inocêncio, por Pedro José da Fonseca.
Encadernação oitocentista, simples, com lombada em pele.
Frontispício com assinatura de posse e 2 carimbos.
Julgamos faltar uma folha em branco antes da folha de rosto e, portanto, sem importância de maior.

75,00 €
9170

COSTA (ANTÓNIO CARVALHO DA) - COROGRAFIA PORTUGUEZA E DESCRIPÇAM TOPOGRAFICA DO FAMOSO REYNO DE PORTUGAL
Com as noticias das fundações das Cidades, Villas & lugares, que contem, Varões illustres, Genealogias das Familias nobres, fundações de Conventos, Catalogos dos Bispos, antiguidades, maravilhas da natureza, edificios & outras curiosas observaçoens.
BRAGA: Typographia de Domingos Gonçalves Gouvea. 1868 a 1869. In-4º de XVI-463-I-XLVIII-II + VIII-421-I-XL-IV + XIV-461-I-XVI-II págs. Enc.
[Tomo I offerecido a Elrey D. Pedro II. / Tomo Segundo offerecido ao sereníssimo Rey Dom Joam V Nosso Senhor. / Tomo Terceyro offerecido à Serenissima Senhora Dona Mariana de Austria, Rainha de Portugal].
2ª edição desta famosa obra do padre Carvalho da Costa (1650-1715), dada ao prelo 150 anos após a 1ª edição.
Encadernações antigas com lombada em pele, decorada com ferros e dizeres a ouro.
Conjunto em bastante bom estado geral de conservação. Ausência de assinaturas de posse, humidades, xilófagos ou qualquer outro defeito importante.
MUITO INVULGAR.

400,00 €
11807

COUTINHO (D. FRANCISCO DE LEMOS DE FARIA PEREIRA) & COUTINHO (D. JOSÉ PEREIRA RAMOS DE AZEVEDO) - COMPENDIO// HISTORICO// DO ESTADO// DA UNIVERSIDADE// DE// COIMBRA// NO TEMPO DA INVASÃO DOS DENOMINADOS// JESUITAS// E// DOS ESTRAGOS// FEITOS NAS SCIENCIAS// E NOS PROFESSORES, E DIRECTORES// QUE A REGIAM
Pelas maquinações, e publicações// dos novos estatutos// por elles fabricados.
LISBOA// Na Regia Officina Typografica// Anno MDCCLXXII [1772]. In-8º gr. de XX-II-503 págs. Enc.
1ª edição desta obra fundamental sobre a história da Universidade de Coimbra, feroz ataque pombalino anti-jesuítico. Os autores não são indicados mas Inocêncio atribui a sua autoria aos irmãos Pereira Coutinho, tendo sido o primeiro, D. Francisco Lemos de Faria Pereira Coutinho (1735-1822) Reitor da Universidade de Coimbra de 1770 a 1779 e de 1799 a 1821. A obra foi publicada em nome da "Junta de Providencia Literaria" constituída pela Cardeal da Cunha, Marquês de Pombal, Bispo de Beja, José de Seabra da Silva, José Ricalde Pereira de Castro, Francisco António Marques Giraldes de Andrade, Francisco de Lemos de Faria, Manuel Pereira da Silva e João Pereira Ramos de Azeredo.

Por muito completo e elucidativo, passamos a transcrever de https://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/Textos/brasileiros/brasgene :

"Brasileiros na génese da Reforma Pombalina"

"A instituição de um plano de ensino das ciências modelado pelos padrões europeus mais avançados foi uma das grandes prioridades do Reitor Reformador, D. Francisco Lemos de Faria Pereira Coutinho, 17º conde de Arganil, 52º bispo de Coimbra. Lemos era natural do Brasil. Nasceu a 5 de abril de 1735, no engenho de Marapicu, pertencente ao seu pai, na freguesia de Santo António de Jacutinga, em Iguaçu, localizada na atual Baixada Fluminense, da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Faleceu em Coimbra a 16 de abril de 1822. Frequentou o curso de Direito Canónico na UC, tendo recebido o grau de doutor em 24 de outubro de 1754 sob a direção do seu irmão mais velho João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho (Rio de Janeiro, 1722 - Lisboa, 12-02-1799).

"Em 8 de maio de 1770 Francisco de Lemos foi nomeado Reitor da Universidade, tomando posse no dia 29 do mesmo mês, cargo que exerceu até 1779. Juntamente com o irmão, João Pereira, foi nomeado pelo governo para fazer parte da Junta de Providencia Literária, criada por Carta Régia, em 23 de dezembro de 1770. Competia-lhe identificar as causas da decadência da Universidade e propor as medidas para a sua reforma sob a inspeção do primeiro presidente da Real Mesa Censória, o arcebispo de Évora, João Cosme da Cunha (Cardeal da Cunha) e do Marquês de Pombal. Em 1771 o diagnóstico teve um título eloquente: Compendio Historico do Estado da Universidade de Coimbra no tempo da invasão dos denominados jesuitas e estragos feitos nas Sciencias e nos professores, e directores que a regiam pelas maquinações, e publicações dos novos estatutos por elles fabricados.

"Nos documentos da Reforma da UC, a anterior organização dos estudos científicos foi criticada de uma forma inflamada. O ensino era caraterizado por uma lamentável e repreensível insciência, colocando Portugal fora do contexto do desenvolvimento científico europeu do século XVIII. No acometimento contra a hegemonia da Companhia de Jesus, a responsabilidade deste alegado obscurantismo foi atribuída exclusivamente aos inacianos. De acordo com os ideólogos e conselheiros da Reforma Pombalina, a Filosofia, que até então oficialmente se ensinava, regulava-se por uma nociva influência da escolástica.


"Considerava-se que os temas eram tratados num ensino livresco dominado pelos arcaicos preceitos peripatéticos. Além dos jesuítas do Colégio das Artes, considerados os bastiões da escolástica, terem sido acusados de seguirem de um modo inabalável as ideias aristotélicas, também foram duramente censurados por não se isentarem de um condenável e ruinoso confronto, opondo-se a outros tipos de saber originados da praxis ou experiência científica.

"Além do Cardeal da Cunha, o ambiente antijesuítico que precipitou a reforma universitária foi durante algum tempo alimentado pelo brasileiro autor do poema épico Caramuru - o padre agostiniano Frei José de Santa Rita Durão, (1718/20-1784), nascido no ar¬raial de N. S. de Nazaré do Inficionado, em Cata Preta, distrito de Mariana, Minas Gerais. Após a conclusão dos seus estudos de Filosofia e Teologia em Coimbra, realizou o exame privado em 15 de dezembro de 1756, sendo admitido como professor substituto na cadeira de Teologia. Após a tentativa de regicídio, Durão desencadeou um processo acusatório contra os jesuítas responsabilizando-os de envolvimento no atentado. Contudo, em 1761 mostrou-se arrependido do ataque que lhes tinha movido, rompendo com o Cardeal da Cunha, adulador e protegido de Pombal. Em consequência da vindicta que lhe foi movida pelo regime persecutório estabelecido, abandonou Portugal. Refugiou-se inicialmente em Ciudad-Rodrigo, Espanha, em 1762, tendo posteriormente passado por França e vivido em Itália. Entre 1764 e 1773 foi bibliotecário na Livraria Pública Lancisiana, em Roma. Já no exílio escreveu uma Retratação com uma narrativa dos acontecimentos da época. Numa audiência com o Papa Clemente XIII apresentou a retratação, declarando o seu arrependimento pelas injúrias e calúnias contidas no Sermão que pronunciara na Sé de Leiria a 9 de fevereiro de 1759 na Pastoral que escrevera contra os jesuítas, enviada ao então Bispo de Leiria (Cardeal da Cunha – da qual este se terá apoderado e apresentado como autor). Santa Rita apenas terá regressado à UC depois de o Marquês do Pombal ter deixado o governo, ocupando novamente a cátedra de Teologia, proferindo em 1778 a Oração de Sapientia intitulada Josephi Duram Theologi Conimbricensis O. E. S. A. pro annua studiorum instauratione oratio. Faleceu em Lisboa no dia 24 de janeiro de 1784.

"Entretanto, a reforma da Universidade avançara imparável. Pronunciando se sobre a Filosofia Escolástica, que até então se considerava ter dominado o ensino no Colégio das Artes, e defendendo uma solução que colocasse a UC ao nível das melhores escolas europeias, Francisco de Lemos afirmou o seguinte:

"Como esta Filosofia [Peripatética], que com discredito da razão por tantos Seculos ocupou este nome só servia de deslocar o entendimento dos Homens, de corromper os estudos de todas as mais Faculdades, e de uma ruina geral das Artes; as quaes não podiam adiantar se, e nem promover se, por meio de uma Siencia verbal, toda destituida de conhecimentos Fizicos, e verdades certas na Natureza. Pareceu à Junta Literaria, que devia ser abolida não só da Universidade, mas também de todas as Escolas Publicas, e Particulares, Seculares e Regulares d’estes Reynos, e Senhorios.

"A ação do Reitor Reformador foi determinante para a mudança que se impunha. Na Relação Geral do Estado da Universidade de Coimbra fundamentou a necessidade nos estudos universitários de um curso onde a Filosofia Natural fosse abordada numa dimensão consentânea com os avanços científicos da época. A Universidade deveria acompanhar os mais recentes avanços da ciência, e ser ela própria um importante fator para o desenvolvimento da cultura e do conhecimento científico. Pretendia fazer da escola o fulcro da unidade moral da nação e do Estado. A Reforma Universitária deveria dar origem a uma instituição de ensino dinâmica, atualizada e geradora de novos saberes. Segundo a sua opinião:

"todas as Sciencias se aperfeiçoão cada vez mais, e se enriquecem com descobrimentos novos, que logo devem incorporar se nos respetivos Cursos das Lições publicas; E por outra parte; que tem mostrado a experiência, que as Universidades nem tem infelizmente promovido estes conhecimentos, nem tem recebido com a promptidão os descobrimentos, que de novo se tem feito em todas estas Sciencias; porque sendo destinadas ao ensino publico se julgam limitadas a um Curso de Lições Positivas; e só trabalham, e se ocupam em conservar, e defender as que huma vez começaram a ensinar com grande prejuizo do Bem Comum, e do adiantamento das letras: Foi servido confederar as ditas Tres Profissoens de Naturalistas, Medicos, e Mathematicos em huma Congregação Geral, a qual tivesse por Instituto trabalhar no progresso, adiantamento, e perfeição das mesmas Sciencias do modo que felismente se tem praticado, e pratica nas Academias mais Celebres da Europa; melhorando os Conhecimentos adquiridos, e adquirindo outros de novo, os quaes se fizessem logo passar aos Cursos respectivos das ditas Faculdades.

"Na avaliação sobre o estado da UC, o Reitor Reformador exaltava a influência da Universidade no progresso científico, técnico e económico do país. O estudo das ciências naturais era indispensável para um melhor conhecimento das riquezas naturais, trazendo para a indústria novos recursos materiais, com o consequente desenvolvimento do comércio. Os objetivos da reforma foram enunciados em função de uma meta considerada prioritária e fundamental para o desenvolvimento da nação: o ensino experimental das ciências da natureza estimularia o desenvolvimento de novas artes, novas manufaturas, novas fábricas, e o aperfeiçoamento das existentes. Neste aspeto os resultados da reforma da Universidade tiveram repercussões assinaláveis no Brasil.

"A 13 de maio de 1799 D. Francisco de Lemos foi pela segunda vez nomeado reitor da Universidade. Tomou posse no dia 16, cargo que ocupou até 27 de agosto de 1821, em que foi exonerado a seu pedido. O seu segundo mandato reitoral foi marcado pela invasão francesa. Enquanto a Universidade era encerrada e vários estudantes e professores voluntariaram-se nos batalhões académicos que resistiram aos invasores, o Reitor assumiu uma atitude colaboracionista. Nesta época esteve ausente em França, tendo sido um dos membros escolhidos pelo general Junot, para fazer parte da deputação criada em 23 de fevereiro de 1808 com ordens para estar em Bayonne entre 1 e 10 de abril, encarregada de cumprimentar e prestar homenagem a Napoleão. Regressou sob proteção das tropas francesas, chegando a Portugal a 9 de novembro de 1810. Foi eleito deputado às cortes gerais e constituintes em 1821 pelo Rio de Janeiro, mas não chegou a tomar posse, e faleceu no ano seguinte".

Encadernação da época, inteira em pele.
Miolo em excelente estado de conservação sem qualquer defeito a destacar; a encadernação, ainda bastante sólida, exibe alguns sinais de desgaste sobretudo ao nível da lombada que tem uma pequena falha (ver foto).
RARO.

350,00 €
7124

DICCIONARIO// UNIVERSAL// DAS// MOEDAS// ASSIM METALLICAS,// COMO FICTICIAS, IMAGINARIAS,// OU DE CONTA,// E DAS// DE FRUCTOS, CONCHAS, &C// QUE SE CONHECEM NA// EUROPA, ASIA, AFRICA,// E AMERICA.
A que se ajunta huma noticia das Moedas dos Judeos, Gregos, e Romanos; e dois Mappas dos pezos das principaes Cidades de Commercio; das medidas d'extensão reduzidas a palmos, covados, e varas e das de capacidades, assim para secos como para molhados.
LISBOA. MDCCXCIII [1793]. Na Off. de Simão Thaddeo Ferreira. In-8º peq. de 375-I págs. Enc.
1ª edição deste importante e curioso tratado de numismática do século XVIII, que inclui uma secção onde se descrevem as moedas usadas em cada colónia portuguesa, incluindo Angola, Moçambique, Goa e Brasil.
Informação inscrita no verso do anterrosto: "He este Livro como a continuação, ou a segunda Parte do Tratado das Partidas Dobradas, reimpresso no anno passado de 1792, hum tomo de oitavo, que se achará de venda na mesma loja aonde se vende este".
Bonita e sólida encadernação oitocentista, inteira em pele com linda patine.
Exemplar em muito bom estado de conservação, com o papel ainda invulgarmente branco e "cantante". As primeiras 100 páginas têm minusculo furo de bicho, quase imperceptível, que não ofende a mancha tipográfica.

300,00 €
7097

F. A. DE OLIVEIRA FEIJÃO
O Professor. O Cirurgião. O Homem do Mundo. O Lavrador. Homenagem saudosissima do seu amigo Francisco Tavares de Proença.
[Tipographia Costa Carregal. 1922]. In-fólio de 156-III págs. Br.
Álbum de homenagem ao médico Dr. Francisco Augusto de Oliveira Feijão (1850-1918), esmeradamente impresso, com desenhos de António Carneiro, numa edição limitada a 500 exemplares numerados que não entraram no mercado. O nosso exemplar tem o nº 12, pertenceu aos Condes das Alcaçovas e tem dedicatória autógrafa do editor Tavares Proença.
Textos de Tavares d'Almeida Proença, Azevedo Neves, Sabino Coelho, Thomaz de Mello Breyner, D. Luiz de Castro e Augusto Silva Carvalho. As ilustrações em "hors-texte", são 8 retratos de Oliveira Feijão "em varias epochas da sua vida" e 3 retratos de El-Rei D. Carlos, "um dos quaes quando ainda Principe Real".
Exemplar em bom estado de conservação, exibindo alguns normais sinais de manuseamento.
MUITO INVULGAR.

150,00 €
5728

FEIJÓ (ANTÓNIO) - CANCIONEIRO CHINEZ
Porto. Magalhães & Moniz - Editores. 1890. In-8º esguio de XIV-113 págs. Br.
Primeira edição de um dos mais invulgares e estimados livros de António Feijó (1859-1917), consagrado poeta natural de Ponte de Lima.
Exemplar em fraco estado de conservação, a necessitar de ser encadernado; tem vários sinais de manuseamento e manchas antigas de humidade que afectam as capas e primeiras e últimas folhas. Assinatura de posse no rosto e anterrosto.
RARO.

100,00 €
6726

GARRETT (ALMEIDA) - O "IMPROMPTU" DE CINTRA
Culto Garretteano Nº1. Composto e representado em 8 de Abril de 1822 na Quinta da Cabeça em Cintra. Reproduzido no Jornal Saloio de 4 de Fevereiro de 1899.
Livraria Editora Guimarães, Libanio & Cª. Lisboa. S/d [1898, segundo a wikipedia]. In-8º peq. de 15 págs. Br.
1ª edição póstuma.
Exemplar em bom estado de conservação.
Opúsculo muitíssimo invulgar.

50,00 €
1047

GOMES (JOAQUIM DA CONCEIÇÃO) - O MONUMENTO DE MAFRA
Descripção minuciosa d'este edificio. Ideia geral da sua origem e construcção e dos objectos mais importantes que o constituem. 3ª edição correcta e augmentada com muitas notas e com uma Noticia de Cintra, seus edificios e arredores.
Editado por Augusto Taveira Pinto. Lisboa. Imprensa Nacional. 1876. In-8º gr. de 106 págs. Enc.
Excelente encadernação com lombada e cantos em pele, assinada "Invicta Livro" [Porto].
Com as capas de brochura conservadas e apenas ligeiramente aparado à cabeça.
Inclui uma bonita gravura do monumento gravada a chapa de aço.
INVULGAR.

120,00 €
8221

GUISE (HENRI DE LORRAINE, DUC DE) - MEMOIRES// DE// HENRI// DE// LORRAINE// DUC DE GUISE
Tome Premier [& Tome Second].
A AMSTERDAM,// Chez Thomas Lombrail, Marchand. MDCCIII [1703]. 2 tomos enc. em 1 vol. In-8º peq. de X-420 + 261 págs. Enc.
Rara edição impressa em Amesterdão desta obra originalmente dada ao prelo em 1668. Com um retrato de Henri de Lorraine impresso à parte.
Exemplar de um modo geral e atendendo à sua idade, em bom estado de conservação. A encadernação oitocentista ainda se encontra bastante sólida, apresentando falhas ao nível da lombada e ínfimos vestígios de xilófagos nos versos das capas anterior e posterior. O miolo tem as folhas das guardas soltas e ocasionais manchas de acidez.

250,00 €
11987

HÉNAULT (CHARLES-JEAN-FRANÇOIS), LACOMBE (JACQUES) & MACQUER (PHILIPPE) - ABRÉGÉ CHRONOLOGIQUE DE L'HISTOIRE D'ESPAGNE ET PORTUGAL
Divisé en huit Périodes: Avec des Remarques particulieres á la fin de chaque Période sur le génie, les mouers, les usages, le commerce, les finances de ces Monarchies; ensemble la notice des Princes contemporains, & un Précis historique sur les (...)
A PARIS, Chez Jean-Thomas Herissant fils, Libraire. MDCCLXV [1765]. 2 vols. In-8º de 745 + 704-IV págs. Enc.
Obra curiosa, talvez não tanto pelo seu rigor histórico e científico mas pela antiguidade já que foi composta quase um século antes da primeira História "oficial" de Portugal, a de Alexandre Herculano escrita entre 1846 e 1853.
Publicada sem indicação do autor sabe-se porém ser da responsabilidade de Charles-Jean Hénault (1685-1770) e de outros dois autores. Hénault já havia escrito anteriormente uma História de França.
Pensamos tratar-se da 2ª edição do título: apesar de alguns livreiros publicitarem esta edição de 1765 como sendo a primeira, há registos de uma anterior de 1759. Não encontrámos, porém, esta suposta primeira edição digitalizada nem referenciada em nenhuma biblioteca.

Encadernações da época, inteiras em pele, com bonitas lombada decoradas com 5 nervuras e ferros e dizeres a ouro.
Miolo em excelente estado de conservação; as encadernações apresentam pequenas falhas ao nível das lombadas, perfeitamente aceitáveis para os 250 anos que a obra já leva de existência. As 8 páginas finais do 1º volume, relativas ás "Remarques particulieres" têm erro de paginação, apresentando-se as seis primeiras logo no início do volume. No entanto a obra está completa e foi conferida.
INVULGAR.

250,00 €
4550

ILHARCO (ALBERTO) - EQUITAÇÃO PRATICA
Por... Tenente Coronel de Cavallaria. Commandante da Escola Pratica da Arma.
Livraria Ferin. Lisboa. 1902. In-4º de XVI-342 págs. Enc.
Estimado e raro tratado prático de equitação divido em seis partes; a quinta parte, intitulada "Amazonas", é um curioso capítulo dedicado às praticantes de hipismo. Escreve o autor: "Não pretendo fazer um tratado de equitação para senhoras por desnecessário, pois que, abstraindo da posição differente da do homem, que são forçadas a tomar quando a cavallo, os principios manteem-se os mesmos e inalteraveis". Não obstante este aviso, são dedicadas 16 páginas ao tema para além de algumas fotografias.
Ao todo a obra está ilustrada com 15 interessantes estampas fotográficas impressas em folhas à parte.
O nosso exemplar É ÚNICO devido à seguintes características: tem DEDICATÓRIA do autor "Ao seu ajudante de campo, e capitão Primo de Sá Pinto Abreu Sottomayor" [militar distinto, nasceu em Lanhelas em 1881 e faleceu no Porto em 1961]; inclui carta avulsa "Ao Sr. General reformado Alberto Mimoso da Costa Ilharco", proveniente do Serviço da República e datada de 1925; tem fotografia de grandes dimensões de Alberto Ilharco e assinada por este; tem 6 folhas manuscritas, encadernadas com o volume, intituladas "Notas biograficas de Alberto Mimoso da Costa Ilharco" que incluem 1 página para "Condecoraçoes" e 3 páginas para "Louvores"; finalmente, e ainda encadernados com o volume, diversos recortes de jornais antigos, o último dos quais noticiando o falecimento do General Alberto Ilharco.
Bonita e luxuosa encadernação com lombada e cantos em pele. Conserva as capas da brochura e está apenas ligeiramente aparado e dourado à cabeça.
Exemplar de um modo geral em bom estado de conservação, exibindo normais sinais do tempo. As primeiras folhas, exteriores ao livro propriamente dito, apresentam alguns pequenos vestígios de xilófagos no canto inferior direito.
EXEMPLAR DE COLECÇÃO.

250,00 €
2825

LE CORBUSIER [CHARLES-EDOUARD JEANNERET-GRIS] - LE MODULOR
Essai sur une mesure harmonique a l'echelle humaine applicable universellement a l'architecture et a la mécanique.
Éditions de L'Architecture d'Aujourd'Hui. Boulogne. 1950. In-8º peq. de 239-I págs. Br.
"Le Modulor" é uma das mais importantes obras de sempre sobre arquitectura, da autoria de Le Cobusier, aqui na sua muito rara primeira edição.
Título publicado na "Collection Ascoral".
Com pequena dedicatória na primeira página em branco, alheia ao autor e datada de 1951.
O exemplar está em bastante bom estado de conservação, mas a sobrecapa de protecção tem alguns picos de acidez e um pequeno corte no canto superior esquerdo que foi restaurado com fita-cola.

300,00 €
8264

LEMPRIÉRE (G.) - VOYAGE DANS L'EMPIRE DE MAROC ET LE ROYAUME DE FEZ
Fait pendant les années 1790 et 1791, Par ... Traduit de l'anglais par M. de Saint-Suzanne.
A PARIS. Chez TAVERNIERS, Libr., LEGRAS et CORDIER, imprimeurs-Libraires. 1801. In-8º de 383 págs. Enc.
1ª edição francesa. O Original, em inglês, foi publicado em 1791.
Belo livro de viagens sobre o reino de Marrocos, estudando aspectos diversos relacionados com a religião, os monumentos, costumes, comércio, medicina, arte, ciência, etc., e ilustrado com 1 grande mapa desdobrável do norte de África e duas belas gravuras representando Tanger e um palácio real.
Exemplar em bastante bom estado de conservação, apresentando um papel ainda muito branco e sem qualquer defeito a referir. O mapa tem um pequeno corte sem importância.
Encadernação oitocentista com lombada e cantos em pele. Originalmente a lombada teria um rótulo com os dizeres gravados, rótulo esse que já não existe.
RARO.

1.200,00 €
11805

LISBOA (JOSÉ DA SILVA) - PRINCIPIOS// DE// DIREITO MERCANTIL// E LEIS DE MARINHA
Para uso// da mocidade portugueza, destinada ao commercio,// divididos// em oito tratados elementares,// contendo a respectiva legislação patria,// e indicando as fontes originaes// dos// regulamentos maritimos// das// principaes praças da Europa.
LISBOA,// Na Impressaõ Regia, Anno 1806 a 1812. 7 tomos encadernados em 2 volumes. In-4º de XII-X-280 + 52 + IV- 103-III + 133-III + IV- 86-II + 90-II + 72-II + III-86 págs. Enc.
Esta obra é considerada a primeira do seu genero que se publicou em lingua portuguesa.

Wikipédia:

"José da Silva Lisboa, primeiro barão e Visconde de Cairu GCNSC (Salvador, 16 de julho de 1756 - Rio de Janeiro, 20 de agosto de 1835), foi um economista, historiador, jurista, publicista e político brasileiro, ativo na época da Independência do Brasil e creditado pela promoção de importantes reformas econômicas.

"Apoiador ardoroso de D. João VI e D. Pedro I, ocupou diversos cargos na administração econômica e política do Brasil após a instalação da corte no Rio de Janeiro, em 1808, incluindo Deputado da Real Junta do Comércio e Desembargador da Casa da Suplicação.

"Teve papel importante no incentivo ao ensino de economia política no país, e participou ativamente na redação dos decretos que determinaram a abertura dos portos brasileiros e o fim da proibição de instalação de manufaturas no Brasil. A sua atitude favorável ao desenvolvimento econômico do Reino Unido do Brasil acabaria por contribuir de forma importante para as condições indispensáveis à independência política do Brasil, em 1822. Por suas contribuições, o Visconde Cairú figura "com lugar de honra no panteão dos heróis da pátria brasileira".

"Filho de um arquiteto português, Henrique da Silva Lisboa, e de Helena Nunes de Jesus. Fez os preparatórios na Bahia desde seus oito anos, estudando Filosofia, música e piano. Concluiu os estudos em Lisboa, pois como o Governo português não permitia universidades na colônia, todos eram obrigados a se formar em Portugal, na Universidade de Coimbra. Ali seguiu os cursos jurídico e filosófico a partir de 1774, formando-se em 1778. Nesse ano, foi nomeado substituto das cadeiras de grego e de hebraico do Colégio das Artes de Coimbra. Bacharel em cânones pela Universidade de Coimbra, onde concluiu os cursos de Filosofia e Medicina. Ainda em Coimbra, bem à moda do século XVIII, estudou hebraico e grego. Em 1778 ainda, foi nomeado professor de filosofia nacional e moral, para a cidade de Salvador, na Bahia, cuja cadeira regeu 19 anos, e a da língua grega, que ali criou, por cinco anos".

Por muito completo e de sumo interesse aconselhamos ainda a leitura atenta do artigo publicado aqui: https://www.institutodoceara.org.br/revista/Rev-apresentacao/RevPorAno/2009/07_Art_JosedaSilvaLisboa.pdf

Obra completa em 7 tomos com frontispício próprio, encadernados em 2 volumes.

Encadernações oitocentistas inteiras em pele, com defeitos e falhas. O miolo, em bom estado geral de conservação, apresenta alguns vestígios pouco importantes de xilófagos, que não ofendem a mancha impressa.
MUITO INVULGAR.

250,00 €
6582

MACHADO (DIOGO BARBOSA) - BIBLIOTECA LUSITANA
Histórica, Crítica e Cronológica por... Segunda edição. Tomo I [a Tomo IV].
Lisboa. 1930 [a 1935]. 4 vols. In-4º de LXXXIV-II-746-XIII + 851-XIV + 781-X + 642-V págs. Enc.
Trata-se da 2ª edição desta obra monumental, feita a partir da edição princeps de 1747, ainda hoje de consulta obrigatória no campo dos estudos bibliográficos portugueses e com uma tiragem declarada de apenas 500 exemplares. Inclui um bom retrato de Diogo Barbosa Machado e a reprodução a duas cores e em folhas à parte, dos frontispícios originais da obra, um por cada tomo.
Bonitas e sólidas ncadernações antigas, inteiras em pele, em estilo setecentista, com as lombadas decoradas com 5 nervuras, ferros a ouro e dois rótulos vermelhos com dizeres gravados também a ouro. As pastas são ambas circundadas por elegante filete. Capas das brochuras conservadas.
Conjunto em bom estado de conservação sem qualquer defeito a destacar.
INVULGAR.

500,00 €
7574

MANTERO (FRANCISCO) - A MÃO D'OBRA EM S. THOMÉ E PRINCIPE
Lisboa. Editor: o Auctor. Composto e impresso na Typ. do Annuario Commercial. 1910. In-4º gr. de 200-XX págs. Enc.
Bela obra ilustrada com 2 mapas das ilhas em folhas desdobráveis, um retrato do Principe Real D. Luiz Filipe e muitos retratos e fotografias de óptima qualidade de personalidades e lugares ligados a S. Tomé e às questões coloniais, algumas em folhas desdobráveis. Ao todo são cerca de 70 as estampas.
Apesar do livro se focar mais na questão da mão d'obra, acaba por ser uma verdadeira e interessantíssima monografia sobre S. Tomé e Principe.
Capítulos: I. Breve notícia historico-agrícola; II. Condições da producção e trabalho na actualidade; III. Centros d'origem dos trabalhadores; IV. Engajamento dos trabalhadores; V. A campanha ingleza e as relações económicas de S. Thomé e Príncipe com a metropole; VI. Conclusão; Post-scriptum - O livro de Mr. Cadbury; Carta do Principe Alfred de Loewenstein; Questionário e respostas; Sentença do Tribunal de Freetown absolvendo da accusação de trafico de escravatura o brigue portuguez Ovarense; Conferencia de 28 de novembro de 1907 entre Cadbury, Burtt e a commissão delegada dos agricultores de S. Thomé e Príncipe; Alguns artigos do coronel Wyllie defendendo Portugal; Cartas do agente de emigração em Quelimane às direcções da Companhia da Ilha do Príncipe e da Sociedade d'Agricultura Colonial.
Excelente encadernação assinada "Fersil, Porto" [Fernando Silva], com lombada em pele decorada com ferros e dizeres a ouro. Capas da brochura conservadas.
Exemplar em bom estado de conservação; pequenos restauros profissionais ao nível das capas da brochura, mapas desdobráveis (das ilhas e estatísticos) e algumas estampas.
RARO.

300,00 €
11205

MAQUIAVEL (NICOLAU) - OEUVRES DE MACHIAVEL
Tome Premier [a Tome Sixieme]. Nouvelle Edition. Augmentée de l'Anti-Machiavel, & autres piéces.
A La Haie,// Aux depens de la Compagnie,// MDCCXLIII [1743]. 6 vols. In-8º de XVI-584 + 429-I + 374 + XXXII [aliás XXVIII]-446 + 480 + LX-485 págs. Enc.
Conjunto completo, nos seus 6 tomos, das obras de Nicolau Maquiavel (ou, no original italiano, Niccolo Machiavelli) (1469-1527). Inclui o apreciado ensaio "O Anti-Maquiavel" por Frederico II da Prússia, versão de Voltaire, primitivamente publicado em 1740.
Subtítulos dos tomos: I. "Contenant le I. & II. Livre des Discours Politiques sur la prémiere Décade de Tite-Live"; II. "Contenant le IIII. Livre des Discours Politiques sur la prémiere Décade de Tite-Live"; III. "Contenant l'Art de la Guerre"; IV. "Contenant les quatres prémiers Livres de l'Histoire de Florence", V. "Contenant les quatres derniers Livres de l'Histoire de Florence, & quatre divers Traités Historiques & Politiques"; VI. "Contenant le Prince de cet Auteur, avec l'Examen de cet Ouvrage, ou l'Anti-Machiavel. ou l'on a mis au bas, par des Renvois, en forme de Notes, les diverses Leçons de toutes les Éditions précédentes".
O 3º tomo, que trata da famosa obra "A Arte da Guerra", é ilustrado com 8 grandes desdobráveis, que faltam frequentemente na obra.
Encadernações setecentistas com lombadas em pele, decoradas com 4 nervuras e dizeres inscritos a ouro.
O miolo de todos os volumes encontra-se, de um modo geral, em bastante bom estado de conservação; dois têm pequena e antiga assinatura de posse na primeira página em branco; o sexto tomo tem ínfimas falhas de papel no canto superior direito de 6 folhas sem afectar a mancha impressa; o 4º tomo tem erros de paginação, comuns na época, mas está completo; o 1º tomo está falho das últimas 4 folhas, 7 páginas, das "Tables des Chapitres", falha pouco grave.
As encadernações apresentam alguns defeitos, mas, ainda assim, com apreciável solidez.
RARO.

1.000,00 €
1439

MENEZES (FRANCISCO PERFEITO DE MAGALHÃES E) (MAGA) - TRES REGIMENS
1920. [Composto e impresso na Typograhia do Annuario Commercial]. In-4º peq. de 89 págs. Enc.
Encadernação antiga, com lombada em material sintético, decorada com ferros e dizeres a ouro.
Com ex-libris de posse da preciosa biblioteca de Alvellos (Eng. Pedro da Costa de Barros).
A bela capa de brochura está conservada.
Raro.

75,00 €
4107

NOVA COLECÇÃO DE ARTE PORTUGUESA
Artis. [Tipografia Silvas, Ldª e Neogravura, Ldª. S/d a 1966]. 22 vols. In-4º gr. Br.
Trata-se da colecção completa, em 22 álbuns, desta magnífica publicação sobre a mais deslumbrante e rica arte antiga portuguesa, uma realização da editora Artis.
Profusamente ilustrada a cores e a negro com centenas de estampas em "hors-texte".
A colecção é constituída pelos seguintes títulos e respectivos autores: 1. "Gregório Lopes", por Luís Reis-Santos; 2. "Primitivos Portugueses do Museu de Setúbal", por Armando Vieira Santos; 3. "Diogo Teixeira e seus colaboradores", por Adriano de Gusmão; 4. "A Oficina de Frei Carlos", por João Couto; 5. "Josefa d'Óbidos", por Luis Reis-Santos; 6. "Vieira Lusitano", por Julieta Ferrão; 7. "Francisco Franco", por Diogo de Macedo; 8. "Simão Rodrigues e seus colaboradores", por Adriano de Gusmão"; 9. "Garcia Fernandes", por Luis Reis-Santos; 10. "Mestres Desconhecidos do Museu Nacional de Arte Antiga", por Adriano de Gusmão; 11. "Nuno Gonçalves", por Adriano de Gusmão; 12. "O Retábulo do Paraíso", por Armando Vieira Santos; 13. "O Retábulo Quinhentista de Santos-o-Novo", por João Couto; 14. "Diogo de Macedo", por Manuel Mendes; 15. "Escola do Mestre de Sardoal", por Myron Malkiel-Jormounsky; 16. "Cristovão de Figueiredo", por Luis Reis-Santos; 17. "O Mestre da Madre de Deus", por Adriano de Gusmão; 18. "Vasco Fernandes", por Luis Reis-Santos; 19. "O Mestre da Lourinhã", por Flávio Gonçalves; 20. "O Retábulo de Santiago", por Flávio Gonçalves; 21. "Jorge Afonso", por Luis Reis-Santos; 22. "Eduardo, o Português", por Luís Reis-Santos".
OS NOSSOS EXEMPLARES PERTENCEM TODOS À EXCLUSIVA E RARA TIRAGEM ESPECIAL COM NUMERAÇÃO EM ROMANO (exs. nº VIII) E ASSINADOS PELOS RESPECTIVOS AUTORES.
Os 22 volumes têm as capas revestidas em papel "cebola" e são apresentados em caixas arquivadoras em cartão.
Conjunto em bom estado de conservação: o miolo de todos os exemplares está impecável, tendo as caixas de cartão sinais de manuseamento.
Bonito, interessante e muito invulgar conjunto.

750,00 €
11769

OLIVEIRA (VALÉRIO MARTINS DE) - ADVERTENCIAS// AOS// MODERNOS,// QUE APRENDEM O OFFICIO// DE PEDREIRO,// E CARPINTEIRO
Offerecidas// ao Senhor// S. JOSEPH,// Patrono do mesmo officio,/ Venerado na sua Paroquial Igreja desta Cidade de Lisboa,// Por// VALERIO MARTINS DE OLIVEIRA,//(...)// Terceira Impressão, accrescentada com o que pertence// ao Officio de Carpinteiro.
LISBOA,// Na Regia Officina SYLVIANA, e da Academia Real.// MDCCLVII [1757]. In-8º gr. de XII-241-I págs. Enc.
Importante tratado português setecentista relativo às artes de pedreiro e carpinteiro, ilustrado ao longo do texto com auqdros de dados, desenhos geométricos, etc. O autor foi Mestre Pedreiro em Lisboa.
Conhecem-se 4 edições desta obra: 1739, a primeira, 1748, 1757, a presente e 1826. Diz Inocêncio que esta terceira edição é preferível às anteriores por ser aumentada ainda pelo próprio autor.
Vejamos:
"Valério Martins de Oliveira, Mestre Pedreiro em Lisboa, e varias vezes Juiz do seu officio na antiga casa dos vinte e quatro. - Foi natural de Santarem, e baptisado a 20 de Novembro de 1695. Vivia ainda em 1757, morando então na rua da Charidade, da freguezia de S. José. - E. 23) (C) Advertencias aos modernos que aprendem o officio de pedreiro. Lisboa, na Offic. Silviana da Academia Real 1739. 16.º Ibi, por Antonio da Silva? 1748. 8.º Terceira impressão accrescentada com o que pertence ao officio de carpinteiro (pelo mesmo auctor). Lisboa, na Regia Offic. Silviana da Acad. Real 1757. 4.º de XII 241 pag., com uma estampa de S. José aberta a buril. (É sem duvida de todas a melhor edição, e muito superior ás duas precedentes, por ter sobre elles notaveis augmentos, feitos pelo proprio auctor.) - Quarta edição, Lisboa, Imp. Regia 1826".
Encadernação nova, inteira em pele, assinada "Invicta Livro". Exemplar profissionalmente restaurado e com duas folhas (págs. 237 a 240), que estavam em falta, perfeitamente fac-similadas sobre papel antigo. Estão também em falta uma gravura de S. José em anterrosto e uma tabela extra-texto desdobrável, que muito raramente aparecem. Ao que tudo indica alguns exemplares seriam mesmo impressos sem estas.
RARO.

300,00 €
11955

PADILHA (PEDRO NORBERTO DE AUCOURT E) - RARIDADES// DA// NATUREZA,// E DA ARTE
Divididas pelos quatro Elementos.// Escritas, e dedicadas// À Magestade Fidelissima de Elrey// Nosso Senhor// D. JOSEPH I// Por...// Cavaleiro professo na Ordem de Christo, Fidalgo// da Casa Real, e Escrivão da Camera de// Sua Magestade (...)
LISBOA,// Na Officina Patriarcal de FRANCISCO LUIZ AMENO// MDCCLIX [1759]. In-8º de XXX-504 págs. Enc.
Primeira edição - e pensamos que única - deste curiosíssimo título setecentista composto na sequência do terramoto de 1755 e ilustrado com uma bonita vinheta onde figura o busto de D. José I e representações alegóricas.

Escreve Inocêncio da Silva (VI, 436) a propósito do autor e obra: "Fidalgo da C. R. Cavalleiro da Ordem de Christo, Secretario da Meza do Desembargo do Paço, etc. - N. em Lisboa no anno de 1704, e vivia ainda em 1759. A data do seu obito é por ora ignorada. Livro de muita curiosidade e recreação, para o tempo em que seu auctor o publicou."

Do "Prologo": "Se Cicero chamou morte do homem à ociosidade, tambem com maxima Catholica se póde chamar remedio da vida o emprego literario; porque a recreação dos livros he huma politica christã para a conformidade dos males, e tolerallos com semblante alegre, he heroica industria para ser feliz, sem depender da fortuna. O Terremoto, que me arruinou os bens, não só sepultou muitas vidas, mas tambem as officinas da sabedoria: difficultou com a perda das Bibliothecas os meyos para a lição, e não moderou nos animos o odio para a mordacidade; no que novamente fica confirmado ser filha da ignorancia (...)".

Do "Indice das materias, que contém este livro":

PARTE I.

I. Sympathias - II. Antipathias - III. Virtude do toque de algumas pessoas - IV. Vistas perniciosas - V. Excesso de vista - VI. Pessoas que embranquecerão de repente - VII. Força de imaginação - VIII. Cousas fora do commum - IX. Doenças extravagantes - X. Pessoas que discorrião dormindo, e que fallarão sem lingua - XI. Gigantes - XII. Anões - XIII. Vidas dilatadas - XIV. Pessoas decrepitas, que tiverão successão - XV. Pessoas que tiverão grande numero de filhos - XVI. Anticipação do entendimento - XVII. Mulheres, em quem tambem se adiantou o saber aos annos - XVIII. Crianças, em que se anticipou a estatura - XIX. Velhos, que conservarão o vigor da mocidade no entendimento, e na memoria - XX. Excesso de memoria - XXI. Monstruosidades - XXII. Partos monstruosos - XXIII. Satyros, e Centauros - XXIV. Monstruosidade dos animaes - XXV Hermafroditas - XXVI. Forças - XXVII. Raridades de animaes - XXVIII. Vida dilatada de alguns animaes - XXIX. Raridades de Arvores - XXX. Vegetação de metaes - XXXI. Virtute das pedras preciosas - XXXII. Formas extravagantes de pedras - XXXIII. Petrificações - XXXIV. Natureza rara de terra - XXXV. Plantas viventes - XXXVI. Pessoas, que não comem, nem bebem - XXXVII. Lugar em se não morre - XXXVIII. Virtude pasmosa de huns palitos - XXXIX. Virtudes atractivas - XL. Raciocinio dos animaes - XLI. Reflexão.

PARTE II.
Introdução sobre a Arte
I. Sympathias artificiaes - II. Obras maravilhosas - III. Artificios admiraveis - IV. Montanhas talhadas em estatuas - V. Edificios portateis - VI. Magnificencias pasmosas - VII. Espectaculos Romanos - VIII. Delicia, e grandeza das estradas de Roma - IX. Escultura - X. Seda tirada das aranhas - XI. Artificios com que a natureza produz raridades - XII. Pintura - XIII. Reflexão sobre as Artes

PARTE III.
Agua.
I. Qualidades raras de aguas - II. Aguas, que tem virtude de petrificar - III. Arvores, que destilão chuva - IV. Pessoas, que se sustentarão só com agua, e outras sem beber - V. Tritões, e Nereides - VI. Pessoas, que viverão muitos annos na agua como peixe - VII. Peixes monstruosos - VIII. Virtudes raras de alguns peixes - IX. Plantas do mar.

PARTE IV.
Agua.
I. Correntes de rios mudadas - II. Artificios admiraveis de agua - III. Portentos da marinha - IV. Edificios debaixo da agua - V. Aqueductos maravilhosos - VI. Espectaculos navaes - VII. Obras feitas de gelo - VIII. Peixes domesticos.

PARTE V.
Ar.
I. Qualidades de ar - II. Apparencias no ar - III. Animaes, que se crião no ar - IV. Chuvas extraordinarias - V. Aves que renascem - VI. Raridades de aves - VII. Maravilha do insecto da traça.

PARTE VI.
Ar.
I. Musica - II. Eccos admiraveis - III. Tentativas de voar - IV. Aves que servirão de Correyos - V. Caça dos Falcões - VI. Obras suspendidas no ar - VII. Artificios estupendos do ar - VIII. Descobrimento pasmoso nos innumeraveis olhos, que tem a borboleta.

PARTE VII.
Fogo.
I. Fogos errantes - II. Fogo, que se accende por si mesmo - III. Exquisita especie de fogos - IV. Raridades de vapores - V. Corpos que exhalão fogo - VI. Entidades luminosas - VII. Fogos perpetuos - VIII. Amianto, e outros corpos incombustiveis - IX. Animaes, que vivem no fogo.

PARTE VIII.
Fogo.
I. Artificios de fogo - II. Espelhos ustorios - III. Olho artificial - IV. Descobrimento da polvora - V. Maquina Electrica.

PARTE IX.
Magia natural.

PARTE X.
Magia artificial.

Bonita encadernação da época, inteira em pele.
Exemplar em bom estado geral de conservação; pequenos sinais de xilófagos, que nunca ofendem a mancha impressa, entre as págs. 341 e 364; a primeira folha em branco, exterior à obra propriamente dita, tem um pequeno rectangulo recortado onde provavelmente estaria uma assinatura de posse; a segunda folha em branco tem algumas incrições coevas.
RARO.

350,00 €
10941

PESSOA (FERNANDO) - A MAÇONARIA
Vista por FERNANDO PESSOA, O poeta da "Mensagem", obra nacionalista, premiada pelo Secretariado da Propaganda Nacional. Comentando o projecto de lei do deputado José Cabral... apresentado à Assembleia Nacional.
S/ editor. S/d. In-8º de 8 págs. Br.
Primeira edição.
Escreve Manuel Ferreira, Livreiro do Porto, a propósito desta edição: "Esta é, segundo cremos, a autêntica primeira edição, muito rara, bastante semelhante à edição por alguns tida como primeira. Foi dada a lume algum tempo antes da segunda, com menor número de páginas por ser mais reduzido o tipo empregado na sua composição e revestido de uma capa de brochura em papel azul".
Exemplar em muito razoável estado de conservação, com pequeno rótulo no canto inferior esquerda da capa anterior da brochura, manchas nas primeira e última folhas e alguma descoloração geral. Com bonito ex-libris de posse de Aucindio Rodrigues da Silva.
MUITO INVULGAR.

100,00 €
1822

PESSOA (FERNANDO) - MENSAGEM
Edições Caixotim. Porto. In-8º. Enc.
Reprodução fidelíssima da 1ª edição de Mensagem, incluindo as capas da brochura originais, numa tiragem de 200 exemplares, numerados e assinados, dos quais só 40 entraram no mercado livreiro.
Impressão tipográfica em papel manufacturado, 100% algodão, com marca d'água, não aparado. A encadernação, inteira de pele (carneira), tem nervuras e gravação de ferro, a ouro, nas seixas e nas pastas. Guardas em papel marmoreado, de produção artesanal. O estojo de protecção, em madeira e cartão, reproduz uma pintura alegórica da artista Cynthia Guimarães Taveira. Na lombada da caixa, foi incrustada a marca do Editor, gravada em prata (ver imagem). Da referida artista é a pintura original que deu lugar à serigrafia, numerada e assinada, que acompanha cada exemplar, aposta por meio de um travessão em prata, contrastada.
Exemplar ainda embrulhado em papel de seda, fechado com lacre.
Peça de colecção, há muito esgotada, e que poucos bibliófilos terão o prazer de possuir.
MUITO INVULGAR.

600,00 €
9772

PRADT (M. DE) - LES SIX DERNIERS MOIS DE L'AMÉRIQUE ET DU BRÉSIL
Par... Faisant suite aux Ouvrages du méme auteur sur les Colonies.
A PARIS, Chez F. Béchet, Libraire. 1818. In-8º de 267 págs. Enc.
1ª edição desta obra de referência sobre os movimentos de independência na América do Sul, Brasil incluído. Aliás parece que foi De Pradt um dos primeiros a identificar, na transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, o início do processo de independência do Brasil.
Encadernação antiga inteira em pele com bonita lombada decorada com ferros a ouro.
Exemplar em bom estado geral de conservação apesar de apresentar o papel algo "queimado", como é normal nesta obra. Acidez ocasional, pequenos cortes e sinais normais do tempo.
RARO.

250,00 €
11276

PROFECIA// POLITICA
Verificada en lo que está sucediendo à los// Portugueses por sua ciega aficion à// los Ingleses:// Hecha luego despues del Terremoto del// año de mil setecientos cinquenta// y cinco.
Año de 1762.// Con licencia del Rey nuestro Señor:// En Madrid, en la Imprenta de la Gaceta. In-8º de II-CXXVI págs. Enc.
1ª edição.
Feroz ataque à suposta dependência de Portugal face à Inglaterra:
"Em França e Espanha escrevia-se que Portugal, escravo da Inglaterra era governado pelo Conselho britânico e que as suas riquezas e recursos provenientes do comércio iam direitinhos para os cofres de Londres. Aliás fora publicado em França em 1756 um livro intitulado "Discours politique sur les avantages que les portugais porroient retirer de leur malheur et dans lequel on developpe les moyens que l'Angleterre a mis en usage pour ruiner le Portugal" traduzido para castelhano em 1762 com o título (...).
"Várias cópias haviam sido enviadas para Portugal ultimamente mas haviam sido apreendidas".

O texto acima transcrito foi retirado de http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/8266.pdf cuja leitura recomendamos vivamente.
Encadernação da época, inteira em pele.
Exemplar em excelente estado de conservação, com bonito ex-libris de posse (J. Pinto Barata). Apresenta ínfimos e normais sinais do tempo, sobretudo ao nível da lombada que tem pequena falha.
RARO.

400,00 €
10473

RANCINAN (GÉRARD) - REIS SEM REINO
Chaves Ferreira Publicações, S.A.. Lisboa. 1990. In-4º gr. de 143-I págs. Enc.
Luxuoso álbum, impresso em bom papel e profusamente ilustrado ao longo do texto, com breves biografias sobre, entre outros, Dom Duarte de Portugal, Vladimir da Rússia, Sahir Sha do Afeganistão, Idris da Líbia, Otto de Habsburgo, Dom Pedro do Brasil, Marajá de Bharatpur, Simeão II da Bulgária, Orhan da Turquia, Marajá de Gwalior, Alexandre da Jugoslávia, Miguel da Roménia, Geraldine da Albânia, Luis-Fernando da Prússia, Henrique de Orléans, etc.
Do Prefácio assinado pelo Sr. Dom Duarte:

"A publicação de Reis Sem Reino é, ao mesmo tempo, útil e oportuna. Útil não só pelo interesse das informações que faculta como pela reflexão que sugere. Oportuna, porque ocorre num momento em que vários povos, em particular os do Leste Europeu, se interrogam quanto à possibilidade de reassumirem com a Coroa o seu destino nacional.
"Terão, porventura, concluído que os oásis de paz no Mundo quase confundem com os espaços onde vigora a Monarquia.
"Terão verificado que a Instituição Real, qualquer que seja o cenário geográfico ou o estádio de desenvolvimento socioeconómico, onde existe, é por excelência um instrumento nacional de coesão e de progresso.
"Terão revisto na Coroa o seu próprio princípio, a instituição familiar - a todos igualmente acessível - que lhes recorda a construção do Estado, a dignidade e o equilíbrio institucionais, a salvaguarda da independência e o prestígio exterior.
"Terão, finalmente, reconhecido que aquela instituição familiar é, em primeiro lugar, servida pela Príncipe.
"Não será excessivo dizer-se que as pessoas reais, reinantes ou não, têm por cultura, também familiar, a defesa dos valores permanentes dos seus povos.
"E é neste ponto que Reis Sem Reino revela o seu maior interesse, pois deixa claro que não há exílio nem outra pena que demova o rei do serviço da pátria, da defesa dos seus valores permanentes, isto é, da Tradição, das várias identidades (espirituais, culturais e ambientais) que constituem a identidade nacional.
"Os príncipes são educados para servir!".

O nosso exemplar pertence á TIRAGEM ESPECIAL COM ACABAMENTO EM CAPA DURA REVESTIDA A SEDA, FERROS GRAVADOS A OURO, APLICAÇÃO MANUAL DE UMA GRAVURA E CAIXA IMPRESSA EM SERIGRAFIA COM AS ARMAS DOS REIS DE PORTUGAL. OS EXEMPLARES DESTA EDIÇÃO ESPECIAL ESTÃO NUMERADOS DE 1 A 250 E FORAM ASSINADOS POR SUA ALTEZA REAL D. DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA.

Exemplar em bom estado geral de conservação; a caixa apresenta alguns normais sinais de manuseamento.
PEÇA DE COLECÇÂO.

150,00 €
11925

REGIMENTOS// MILITARES
Em que se dá nova fórma à Cavallaria, e In-// fantaria com augmento de soldos para todos// os Cabos, Officiaes, e Soldados, e dis-// posição para o governo dos Exerci-// tos assim na Campanha, como// nas Praças// (...)// TOMO I [& TOMO II].
LISBOA..// Na Offic. de Antonio Rodrigues Galhardo// Impressor do mesmo Conselho// MDCCXCVII [1797]. 2 vols. In-8º peq. de II-378 + 295-IV págs. Enc.
"Em que se comprehendem tambem os exercicios uteis com as suas vozes para todos os Soldados, e Granadeiros, serviço por Brigada, modo de acampar, e tomar as guardas, e ordens geraes para os Sargentos Maiores, e o Regimento dos Sargentos Móres das Comarcas com o Decreto de Sua Magestade de 23 de Agosto de 1703".

Ao que parece, a crer nas informações prestadas por Francisco Augusto Martins de Carvalho no seu "Diccionario Bibliographico Militar" de 1891, a primeira edição deste título é de 1708 a que se seguem outras duas de 1748 e 1753 e, finalmente, a edição que apresentamos, de 1797. O mesmo autor refere ainda que "Parece que havia sido impressa esta obra pela primeira vez em 1703, mas nunca vimos exemplar algum d'essa edição."
Encadernações da época, inteiras em pele.
Muito INVULGAR colecção de regimentos militares, título essencial de toda a bibliografia de militária portuguesa.
Conjunto de um modo geral em bom estado de conservação. As encadernações exibem alguns sinais do tempo mas ainda estão bastante sólidas. O miolo de ambos os volumes têm alguns vestígios de xilófagos mas que nunca ofendem a parte impressa.

250,00 €
4659

RÉGIO (JOSÉ) - PRIMEIRO VOLUME DE TEATRO
Jacob e o Anjo, mistério em três actos, um prólogo e um epílogo. Três máscaras, fantasia dramática em um acto. Post-Fácio.
[Porto. Imprensa Portuguesa. 1940]. In-8º gr. de 163-III págs. Br.
Capa ilustrada com belo desenho de Júlio.
Primeira edição, INVULGAR.
Exemplar em muito razoável estado de conservação; lombada com ínfimas imperfeições e capas da brochura com mancha provocada por exposição solar. A capa anterior está parcialmente solta. O miolo está em bastante bom estado.

300,00 €
11178

RIBALTAS E GAMBIARRAS
Revista semanal.
1ª série. Número 1. Lisboa, 1 de Janeiro de 1881 a 2ª série. Número 45. Lisboa, 30 de Outubro de 1881.
Do site da Hemerotecadigital da CML, por conter uma completíssima descrição desta revista, com a devida vénia, passamos a transcrever:

"RIBALTAS E GAMBIARRAS - revista semanal, dedicada esssencialmente ao teatro e à literatura, foi publicada em Lisboa por Henrique Zeferino de Albuquerque (1842-1925), livreiro e editor, seu "gerente" e colaborador literário ocasional, tendo por redatora Guimomar [Delfina de Noronha] Torresão (1844-1918) - mencionada no cabeçalho, até ao nº 10 (de 26 de Fevereiro de 1881) como Delfim de Noronha, redator (pseudónimo com que, entre outros, assinaria diversa colaboração nesta e noutras revistas), e passando no número seguinte a indicar a identidade própria.
"Ribaltas e Gambiarras saiu a público entre 1 de Janeiro de 30 de Outubro de 1881, num total de 45 números (41 "regulares" ao domingo e 4 "extraordinários", todos numerados sequencialmente), divididos em duas séries. Cada "fascículo" tinha invariavelmente oito páginas, compostas a duas colunas, vendendo-se "em todos os teatros" de Lisboa e na Livraria Zeferino onde estava sediada (Rua dos Fanqueiros, nº 87) ao preço unitário de 20 réis ou, pela assinatura de 25 números, a 500 réis (...).
"A impressão desta revista repartiu-se pelas Tipografias de Cristóvão A. Rodrigues (do nº 1 ao nº 42, de 24 de Setembro), Tipografia Verde (os números 43 e 44, de 8 e 16 de Outubro) e Adolphe & Modesto, Tipografia e Litografia Portuguesa (para o nº 45, final). Podemos supor que esta mudança de oficinas tenha sido, talvez, provocada pela introdução de ilustração no corpo da revista. A Ribaltas e Gambiarras foi um periódico exclusivamente de texto até ao número 37, de 20 de Agosto. Neste exemplar, a direção decidiu introduzir o "grande melhoramento" da ilustração, através de gravuras de "homens ilustres de Portugal e Brasil" a cargo do "eminente gravador espanhol o Sr. D. José Severini" - inovação que prosseguiria em todos os números subsequentes. Por essa mesma altura, a impressora donde saía este título estragou-se. Este concurso de fatores pode ter ditado a mudança para a Tipografia Verde, ao nº 43, embora o prejuízo tenha sido maior que os benefícios: pese embora a nova utilização de letra de fantasia nas capitais de título, não só se mantiveram problemas antigos na imposição do texto, como a partir desse exemplar a numeração de páginas passou a sair truncada e mais ainda, ai número seguinte o texto saiu pejado de gralhas (...).
"(...). Já avançada a sua publicação, apresentar-se-á mesmo como "revista semanal, crítica, científica e humorística". Era pois uma revista de generalidades, com forte incidência nas áreas teatral e literária, o que é visível na grelha fixa de rúbricas (mais ou menos regulares) em que se organizaram os seus conteúdos (...).
"Apesar do êxito inicial (os números 1, 3 e 5 esgotaram, fazendo-se deles 2ª e 3ª tiragens) e da prestigiosa colaboração obtida, Ribaltas e Gambiarras terminou antes de completar um ano de publicação, sem aviso nem despedida".

Alguns dos nomes que colaboraram nesta publicação: Guiomar Torrezão, Camilo Castelo Branco, Júlio César Machado, Simões Dias, Ramalho Ortigão, Gomes de Amorim, João de Deus, Guilherme de azevedo, Alberto Pimentel, Senna Freitas, etc. De destacar ainda a presença de dezenas de pseudónimos como A. Pitou, Dominó Preto, Almaviva, Relampago, Scentelha, José de Nápoles, Thalia, etc.

Bonita e sólida encadernação antiga com lombada e cantos em pele.
Exemplar em bastante bom estado de conservação sobretudo se se tiver em conta a fragilidade do papel com que a publicação era feita.
REVISTA CAMILIANA, COMPLETA, E DE RARO APARECIMENTO NO MERCADO.

300,00 €
11080

RIBEIRO (JOÃO PEDRO) - DISSERTAÇÃO// HISTORICO-JURIDICA//
Em que se examina,// se na cidade do Porto e suas immediações// possue a cathedral da mesma// algum terreno,// a que se possa applicar a letra ou espirito// dos §§ 3º e 5º// do Decreto de 13 de Agosto de 1832.
Coimbra. Na R. Imprensa da Universidade. 1834. In-8º de 27 págs. Br.
Opúsculo de grande interesse para a história do Porto, publicado anonimamente. A autoria parece ser, segundo Inocêncio, de João Pedro Ribeiro (1758-1834).
Exemplar em bom estado geral de conservação, atendendo aos quase 200 anos que leva de existencia.
RARO.

50,00 €
542

SAMPAIO [BRUNO] (JOSÉ PEREIRA DE) - THEORIE EXACTE ET NOTATION FINALE DE LA MUSIQUE
Porto. Empreza Editora da "Historia de Portugal, de Schaefer". 1903. In-4º oblongo de 20-IV págs. Br
Surpreendente obra de Ciência Musical da mais alta raridade já que, segundo parece, foi editada numa quantidade ínfima destinada apenas a ofertas.
Por abrir.
Exemplar com vestígios de dobra a meio.
RARÍSSIMO.

400,00 €
3192

SANTOS (JOSÉ DOS) - CATÁLOGO DA IMPORTANTE E PRECIOSISSIMA LIVRARIA QUE PERTENCEU AOS NOTAVEIS ESCRITORES E BIBLIÓFILOS CONDES DE AZEVEDO E DE SAMODÃES
Enriquecido de notas bibliográficas e noticias de varias edições de muitas das obras descritas. E tambem de numerosos "fac-similes" de portadas, frontispicios, paginas, gravuras, registos de lugar e de data de impressão das mesmas obras, etc.
MCMXXI. Tip. da Empresa Literária e Tipográfica. Porto. 2 vols. In-4º de XII-690-II + VIII-870-II págs. Enc.
Introdução de Anselmo Braamcamp Freire.
Catálogo notável da mais preciosa biblioteca privada portuguesa de sempre.
José dos Santos descreve com toda a minucia e profissionalismo mais de 3700 espécimes bibliográficos quase todos raros e valiosos.
Ainda hoje este catálogo é referenciado para descrever certas peças, sendo portanto um imprescindível instrumento de consulta para quem lida com o livro antigo.
Encadernação simples em tela cinzenta; os dizeres estão escritos a ouro em rótulo de pele na lombada.
Conserva as capas das brochuras e tem interessantes anotações coevas a lápis ao longo do texto, nomeadamente os preços atingidos por cada lote.
Em bom estado de conservação.
RARO.

650,00 €
11993

SARAMAGO (JOSÉ) - A VIAGEM DO ELEFANTE
Ilustrações de Pedro Proença.
Editorial Caminho. 2008. Edição especial. In-4º peq. de 258 págs. Br.
"Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia. Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante. Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas. Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário."
Fabulosa edição especial, A PRIMEIRA, de "A viagem do elefante" ilustrada com 15 magníficas estampas a cores e em folhas à parte, da autoria de Pedro Proença.
O NOSSO EXEMPLAR PERTENCE À RARA TIRAGEM DE 200 EXEMPLARES NUMERADOS (ex. nº 122) E ASSINADOS POR SARAMAGO, tiragem esta que nunca esteve directamente à venda nas livrarias e que de imediato esgotou.
Trata-se provavelmente da maior raridade bibliográfica do actual panorama editorial português. O grande interesse desta edição é que é a ÚNICA primeira do Nobel português ilustrada, numerada e assinada.
Como novo, por abrir.
RARO.

300,00 €
11206

SÓFOCLES - TRAGÉDIES// DE// SOPHOCLE
Traduits// Par M. DUPUY,// De l'Academie Royale des Inscriptions// & Belles-Lettres.// TOME PREMIER [& TOME SECOND].
A PARIS, Quai es Augustins,// Chez C. J. B. Bauche, Libraire.// MDCCLXII [1762]. 2 vols. In-8º peq. de XX-288 + 336 págs. Enc.
Tradução francesa setecentista do original grego das Tragédias de Sófocles.
Encadernações da época, inteiras em pele.
Conjunto completo; miolo em bastante bom estado de conservação; as encadernações estão algo danificadas.
O 2º tomo tem erros de paginação (páginas trocadas), como é normal acontecer nos livros setecentistas, mas está completo.
RARO.

250,00 €
10868

SOUSA (JOSÉ ROBERTO M. C. C. E) - REMISSOENS// DAS// LEYS NOVISSIMAS,// DECRETOS, AVISOS,// E MAIS DISPOSIÇOENS
Que se promulgarao naõ só no sempre feliz, e memoravel Reinado// de Magestade Fidelissima// de EL REI// DOM JOZE 0I// Mas tambem as do presente reinado// da Magestade Fidelissima, e sempre augusta// Rainha Nossa Senhora// D. MARIA I// (...)
LISBOA// Na Officina de JOAÕ ANTONIO DA SILVA// Anno de MDCCLXXVIII [1778]. In-8º gr. de IV-304 + 331 págs. Enc.
O subtítulo continua assim: "DONA MARIA I// Com as ordenaçoens revogadas,// Reformadas, Limitadas, Ampliadas, Declaradas, e Recom-//mendadas, e da mesma fórma as Leys Estravagantes; com// todos os Assentos da Casa da Suplplicaçaõ.// Offerecidas// ao Illustrissimo, e Excelentissimo Senhor// D. THOMAZ DE LIMA,// E VASCONCELLOS NOGUEIRA TELLES// DA SILVA,// Vix-Conde de Villa-Nova de Cereira, Ministro Secretario e/ Estado dos Negocios do Reino, &c. &c. &c.// Por// JOZE ROBERTO M.C.C. E SOUSA".

A obra que apresentamos está completa, constituída por duas partes, ambas com frontispício próprio e a mesma data de 1778.

Escreve Inocêncio da Silva (V, 114): "José Roberto Monteiro de Campos Coelho e Sousa, natural de Lisboa, filho de Manuel Antonio Monteiro de Campos, provavelmente o mesmo que teve em Lisboa uma typographia no meado do seculo passado. - Remissões das leis novissimas, decretos, avisos e mais disposições que se promulgaram nos reinados dos senhores reis D. José I, e D. Maria I, etc. Lisboa, 1778. 4ª 2 tomos. Falando d'esta obra, diz o auctor do Demetrio moderno ["Demetrio Moderno ou o Bibliografo Juridico Portuguez", 1780]: Não é das peiores que appareceram n'este seculo, e tem sua utilidade: porém o titulo é enganoso, porque Remissões não são indices, nem repertorios, e é isto realmente o que se contém no livro".

Encadernação da época, inteira em pele com dourados na lombada.
Miolo em bastante bom estado de conservação, conservando o rosto e anterrosto de ambos os tomos e sem sinais de humidades e/ou xilófagos; apenas o frontispício do primeiro tomo tem bonita assinatura coeva de posse.
A encadernação, ainda robusta, tem falha na parte inferior da lombada.
Obra completa, MUITO INVULGAR.

250,00 €
3888

TORMO (PROF. ELÍAS) - MONUMENTOS DE ESPAÑOLES EN ROMA, Y DE PORTUGUESES E HISPANO-AMERICANOS
Por el Profesor ELÍAS TORMO. I Partes I a V [& II Partes VI a XIV].
Publicación de la Sección de Relaciones Culturales del Ministerio de Asuntos Exteriores. Madrid. 1942. 2 vols. In-fólio de XV-233-I + 65 fhs. de estampas e 258-III + 61 fhs. de estampas. Enc.
Luxuosa obra da autoria de Elías Tormo (1869-1957), sobre as obras de arte e monumentos de Roma, assinados por artistas espanhois e portugueses.
Livro impresso em bom papel e profusamente ilustrado em folhas à parte.
Edição de apenas 1000 exemplares numerados (ex. nº 323).
Belíssimas encadernações inteiras em pele com as lombadas e pastas decoradas com elegantes ferros e dizeres a ouro; conservam as capas das brochuras e estão apenas ligeiramente aparados e carminados à cabeça.
Exemplares em bom estado de conservação.

500,00 €
7571

VASCONCELOS (CAROLINA MICHAELIS DE) - NOTAS VICENTINAS
Preliminares duma edição crítica das obras de Gil Vicente. NOTAS I a V incluindo a introdução à edição facsimilada do Centro de Estudos Históricos, de Madrid.
Edição da revista "Ocidente"- Lisboa. [1949]. In-4º de IV-660-II págs. Br.
Estudo de referência no âmbito da temática vicentina, ilustrado com várias reproduções de portada de edições primitivas.
O nosso exemplar pertence à RARA TIRAGEM ESPECIAL DE 100 EXEMPLARES NUMERADOS (ex. nº 51) E RUBRICADOS PELO NETO DA AUTORA.
Em excelente estado de conservação, inteiramente por abrir. O anterrosto tem ínfimo rasgão que não compromete em nada a mancha impressa.

75,00 €
7583

VICENTE (GIL) - OBRAS DE GIL VICENTE
TOMO I [a TOMO III].
Lisboa. Escriptorio da Bibliotheca Portugueza. 1852. 3 vols. In-8º peq. de LX-386-II + 527-III + 392-II págs. Enc.
Rara edição das obras de Gil Vicente, integrada na "Bibliotheca Portugueza ou Reprodução dos Livros Nacionaes, escriptos até ao fim do século XVIII".
Encadernações inteiras em pele decoradas com ferros a seco. Conservam as delicadas capas das brochuras e estão apenas aparados à cabeça e carminados.
Bonito conjunto, em bom estado de conservação.

120,00 €
7588

VITERBO (F. M. DE SOUSA) - A ARMARIA EM PORTUGAL
Noticia documentada dos fabricantes de armas brancas que exerceram a sua profissão em Portugal. Memoria apresentada Á ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA por Sousa Viterbo.
Lisboa. Por ordem e na Typographia da Academia. 1907. In-4º gr. de VI-176 págs. Enc.
No mesmo volume:
"A ARMARIA EM PORTUGAL. Segunda serie. Notícia documentada dos fabricantes de armas de arremesso e de fogo, bésteiros, viroteiros, arcabuzeiros, espingardeiros, etc., que exerceram a sua industria no nosso paiz. Lisboa. Por ordem e na Typographia da Academia. 1908. In-4º gr. de VI-187-I págs."

Estudo de grande envergadura, provavelmente o mais completo sobre o tema, com o registo de mais de 400 fabricantes nacionais de armas brancas e de fogo, do séc. XIV ao Séc. XVIII.
Obra completa nos seus 2 volumes e MUITO RARA já que a sua tiragem resumiu-se a apenas 100 exemplares.
Boa e sólida encadernação com lombada e cantos em pele. Conserva as capas da brochura do 1º volume e margens integrais.
Em excelente estado de conservação.

300,00 €
4051

VIVIAN (G.) - SPANISH SCENERY
P. & D. Colnaghi & Cº. London. 1838. In-fólio de XXIX flhs. inums. Enc.
"Spanish Scenery" de George Vivien (1798-1873), viajante e pintor inglês, é uma das mais raras e apreciadas obras estrangeiras sobre Espanha.
As soberbas 29 litografias de grandes dimensões, referem-se a vários aspectos paisagísticos e monumentais das cidades espanholas de Málaga, Córdova, Granada, Sevilha, Vitória, Valência, Bilbao, Segóvia, Costa da Biscaia, Barcelona, Baiona, Valladolid, Murviedro, Gibraltar e Vigo.
Encadernação recente com lombada e cantos em pele; a lombada é a original, restaurada.
Exemplar em bom estado de conservação, sem quaisquer assinaturas e/ou vestígios de xilófagos mas com bastante acidez generalizada.
MUITO RARO.

5.000,00 €
Página produzida pelo programa CaTema, de AFAsoft          © 2009 António F. Amorim