LIVRO ANTIGO (28.08.2018)
DESCRIÇÃO PREÇO
4896

ALMEIDA MACEDO (LUÍS ANTÓNIO) - FACTOS MEMORAVEIS DA HISTORIA DE PORTUGAL, OU RESUMO DA HISTORIA DESTE PAIZ, DESDE A ANTIGUIDADE ATÉ AOS NOSSOS DIAS.
Em o qual se acha a descripção dos costumes, e usos dos seus habitantes, suas descobertas, seu commercio, suas guerras, e os acontecimentos mais admiraveis que tem passado em todas as epocas; extrahido de acreditados escritores. Por L. A. de A. M.
Lisboa. Na Typographia Rollandiana. 1826. In-12º de IV-335-XII págs. Enc.
Obra ilustrada com 6 graciosas gravuras extratexto abertas em chapa de metal, referentes aos seguintes episódios da história lusa: (1.) D. João de Castro jura que a sua probidade o tem levado a última indigência; (2.) El-Rei D. Pedro I faz tributar as Reais honras ao corpo de Inês de Castro sete anos depois de morta; (3.) Últimos instantes do célebre Affonso de Albuquerque; (4.) Sepúlveda tendo naufragado sobre a costa de Africa acha a mulher e filhos mortos de fome; (5.) D. João da Costa jura guardar o segredo que lhe confiara Almada; e (6.) Terramoto de Lisboa
Encadernação oitocentista inteira em pele.
Exemplar em bastante bom estado de conservação; tem antiga assinatura na primeira pág. em branco e ínfimos vestígios de xilófagos que só afectam ao de leve a parte inferior da lombada.
MUITO INVULGAR.

100,00 €
406

BARUTEL (R. P.) - SERMONS, PANÉGYRIQUES ET DISCOURS PAR...
A Toulouse Chez D. Desclassan. MDCCLXXXVIII. 3 vols. In-8º de VI-368+IV-388+IV-389-VII págs. Enc.
Encadernações antigas inteiras de pele com lombadas decoradas com ferros a ouro.
Os dois primeiros volumes encontram-se em óptimo estado de conservação; o terceiro tem bastantes picos de traça que, apesar de tudo, quase não ofendem a mancha tipográfica.

100,00 €
9157

BERNARDES (MANUEL) - NOVA// FLORESTA,// OU// SYLVA DE VARIOS APOPHTHEGMAS, E DITOS// SENTENCIOSOS ESPIRITUAES, & MORAES;// COM REFLEXOENS,// EM QUE O UTIL DA DOUTRINA SE ACOMPANHA COM O VARIO DA// ERUDIÇÃO ASSIM DIVINA COMO HUMANA://
OFFERECIDA, & DEDICADA// A SOBERANA MÃy DA DIVINA GRAÇA// MARIA// Santissima Senhora a Nossa// PELO PADRE MANOEL BERNARDEZ// da Congregaçaõ do Oratorio de Lisboa.// PRIMEIRO TOMO [a QUINTO TOMO]// [grav. reproduzindo o emblema da Cong. do Oratório]//
LISBOA// Na Officina de VALENTIM DA COSTA DESLANDES, Impressor de Sua Magestade. Anno M.DCCVI [1706 a 1728]. 5 vols. In-8º gr. de XVI-496, IV-412, IV-538, XII-550 e VIII-556 págs. Enc.
Trata-se da primeira edição de uma das obras mais estimadas da literatura portuguesa barroca setecentista, da autoria do padre Manuel Bernardes (1644-1710).
O 3º tomo indica como impressor "Officina Real DESLANDESIANA; os 4º e 5º tomos "Officina de JOSEPH ANTONIO DA SYLVA". Sabe-se, pois, que os 2 últimos tomos, impressos vários anos depois dos três primeiros, foram de iniciativa de José António da Silva, que também procedeu a uma reimpressão dos anteriores.
Elegantes encadernações antigas, inteiras em pele, com as lombadas decoradas com ferros a ouro, 4 nervuras e dizeres inscritos também a ouro sobre rótulos em pele vermelha.
Conjunto em bastante bom estado de conservação para uma obra três vezes centenária, a nível do miolo e encadernações; o 1º vol. tem pequena, bonita e antiga assinatura de posse no frontispício, 10 págs. a meio do volume sublinhadas e anotadas a tinta lilás e ocasionais e breves sublinhados com a mesma tinta; o 2º vol. tem raros sublinhados quase sempre a tinta preta já muito desvanecida; o 3º vol. tem antiga mancha de humidade já muito desvanecida e que afecta o canto inferior direito das últimas 25 folhas; o 4º vol. tem a mesma bonita e discreta assinatura do 1º tomo e antriga mancha de humidade muito desvanecida que afecta as últimas folhas; o 5º e último volume tem antiga e pequena assinatura de posse no canto superior direito do frontispício, ínfimos vestígios de xilófagos nas folhas centrais que não ofendem a parte impressa e pequenas manchas antigas de humidade nas primeiras e últimas folhas. Por último, todos os tomos estão ligeiramente aparados, como era costume na época, mas mantendo boas margens. O 4º tomo tem mancha na lombada da encadernação (ver foto).
Mesmo com os ínfimos defeitos descritos, trata-se de uma bela e RARA obra, que poucos coleccionadores do livro antigo têm o grato prazer de possuir.

750,00 €
11911

BIELFELD (BARON DE) [JACOB FRIEDRICH VON BIELFELD] - INSTITUTIONS POLITIQUES
Par Monsier Le BARON de BIELFELD. Tome Premier. N. Edition, revue, corrigée & augmentée [Tome Second & Tome Troisiéme]
A LEIDE, Chés [sic] SAMUEL et JEAN LUCHTMANS, MDCCLXVII a MDCCLXXII [1767 a 1772]. 3 vols. In-8º gr. de VIII-710-XIV + 736-VIII + XXII-II-892-XXVI págs. Enc.
Jacob von Bielfeld, Barão de Bielfeld (1717-1770), alemão, foi conselheiro do rei da Prússia, Frederico II, o Grande. A obra que apresentamos, de longe o seu mais importante trabalho, teve a primeira edição em França, em 1760.
O 3º volume, dedicado a Catarina II, "Impératrice et Autocratrice de Toutes les Russies", ilustrado com uma bela gravura da mesma, tem a curiosidade de dedicar no 1º capítulo 48 páginas ao Reino de Portugal.
O 2º vol. inclui 5 grandes tabelas desdobráveis em perfeito estado de conservação.
Encadernações da época inteiras em pele; as lombadas são decoradas com 5 nervuras, delicados ferros gravados a ouro e dizeres também a ouro sobre rótulos de pele vermelha.
Conjunto atraente e de um modo geral em bom estado de conservação; o 1º vol. tem vestígios antigos de humidade já muitíssimo desvanecidos; o 2º vol. tem cortes de traça que nunca ofendem a mancha tipográfica mas que afectam parte significativa do volume. Finalmente o 3º vol. não tem qualquer defeito a destacar para além dos ínfimos e normais sinais do tempo.
Edição RARA sobretudo quando inclui o terceiro volume, que foi editado posteriormente.

300,00 €
8751

CÍCERO (MARCO TÚLIO) - SELECTA// M. T. CICERONIS// OPERA// PHILOSOPHICA,
Numeris et capitibus// ad usum scholarum distincta,// notisque illustrata,// in quibus continentur.// De Officiis libri tres, (...).
CONIMBRICAE// Ex Typographia Academico-Regia// A. D. MDCCCXXVI [1826]. In-8º peq. de 541 págs. Enc.
Edição oitocentista em latim da obra de Cícero (106 a.c. - 43 a.c.), famoso político, filósofo, escritor e orador romano.
Encadernação antiga inteira em pele.
Exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer defeito a referir, apresentando normais sinais do tempo.
INVULGAR.

75,00 €
11807

COUTINHO (D. FRANCISCO DE LEMOS DE FARIA PEREIRA) & COUTINHO (D. JOSÉ PEREIRA RAMOS DE AZEVEDO) - COMPENDIO// HISTORICO// DO ESTADO// DA UNIVERSIDADE// DE// COIMBRA// NO TEMPO DA INVASÃO DOS DENOMINADOS// JESUITAS// E// DOS ESTRAGOS// FEITOS NAS SCIENCIAS// E NOS PROFESSORES, E DIRECTORES// QUE A REGIAM
Pelas maquinações, e publicações// dos novos estatutos// por elles fabricados.
LISBOA// Na Regia Officina Typografica// Anno MDCCLXXII [1772]. In-8º gr. de XX-II-503 págs. Enc.
1ª edição desta obra fundamental sobre a história da Universidade de Coimbra, feroz ataque pombalino anti-jesuítico. Os autores não são indicados mas Inocêncio atribui a sua autoria aos irmãos Pereira Coutinho, tendo sido o primeiro, D. Francisco Lemos de Faria Pereira Coutinho (1735-1822) Reitor da Universidade de Coimbra de 1770 a 1779 e de 1799 a 1821. A obra foi publicada em nome da "Junta de Providencia Literaria" constituída pela Cardeal da Cunha, Marquês de Pombal, Bispo de Beja, José de Seabra da Silva, José Ricalde Pereira de Castro, Francisco António Marques Giraldes de Andrade, Francisco de Lemos de Faria, Manuel Pereira da Silva e João Pereira Ramos de Azeredo.

Por muito completo e elucidativo, passamos a transcrever de https://www.uc.pt/org/historia_ciencia_na_uc/Textos/brasileiros/brasgene :

"Brasileiros na génese da Reforma Pombalina"

"A instituição de um plano de ensino das ciências modelado pelos padrões europeus mais avançados foi uma das grandes prioridades do Reitor Reformador, D. Francisco Lemos de Faria Pereira Coutinho, 17º conde de Arganil, 52º bispo de Coimbra. Lemos era natural do Brasil. Nasceu a 5 de abril de 1735, no engenho de Marapicu, pertencente ao seu pai, na freguesia de Santo António de Jacutinga, em Iguaçu, localizada na atual Baixada Fluminense, da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Faleceu em Coimbra a 16 de abril de 1822. Frequentou o curso de Direito Canónico na UC, tendo recebido o grau de doutor em 24 de outubro de 1754 sob a direção do seu irmão mais velho João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho (Rio de Janeiro, 1722 - Lisboa, 12-02-1799).

"Em 8 de maio de 1770 Francisco de Lemos foi nomeado Reitor da Universidade, tomando posse no dia 29 do mesmo mês, cargo que exerceu até 1779. Juntamente com o irmão, João Pereira, foi nomeado pelo governo para fazer parte da Junta de Providencia Literária, criada por Carta Régia, em 23 de dezembro de 1770. Competia-lhe identificar as causas da decadência da Universidade e propor as medidas para a sua reforma sob a inspeção do primeiro presidente da Real Mesa Censória, o arcebispo de Évora, João Cosme da Cunha (Cardeal da Cunha) e do Marquês de Pombal. Em 1771 o diagnóstico teve um título eloquente: Compendio Historico do Estado da Universidade de Coimbra no tempo da invasão dos denominados jesuitas e estragos feitos nas Sciencias e nos professores, e directores que a regiam pelas maquinações, e publicações dos novos estatutos por elles fabricados.

"Nos documentos da Reforma da UC, a anterior organização dos estudos científicos foi criticada de uma forma inflamada. O ensino era caraterizado por uma lamentável e repreensível insciência, colocando Portugal fora do contexto do desenvolvimento científico europeu do século XVIII. No acometimento contra a hegemonia da Companhia de Jesus, a responsabilidade deste alegado obscurantismo foi atribuída exclusivamente aos inacianos. De acordo com os ideólogos e conselheiros da Reforma Pombalina, a Filosofia, que até então oficialmente se ensinava, regulava-se por uma nociva influência da escolástica.


"Considerava-se que os temas eram tratados num ensino livresco dominado pelos arcaicos preceitos peripatéticos. Além dos jesuítas do Colégio das Artes, considerados os bastiões da escolástica, terem sido acusados de seguirem de um modo inabalável as ideias aristotélicas, também foram duramente censurados por não se isentarem de um condenável e ruinoso confronto, opondo-se a outros tipos de saber originados da praxis ou experiência científica.

"Além do Cardeal da Cunha, o ambiente antijesuítico que precipitou a reforma universitária foi durante algum tempo alimentado pelo brasileiro autor do poema épico Caramuru - o padre agostiniano Frei José de Santa Rita Durão, (1718/20-1784), nascido no ar¬raial de N. S. de Nazaré do Inficionado, em Cata Preta, distrito de Mariana, Minas Gerais. Após a conclusão dos seus estudos de Filosofia e Teologia em Coimbra, realizou o exame privado em 15 de dezembro de 1756, sendo admitido como professor substituto na cadeira de Teologia. Após a tentativa de regicídio, Durão desencadeou um processo acusatório contra os jesuítas responsabilizando-os de envolvimento no atentado. Contudo, em 1761 mostrou-se arrependido do ataque que lhes tinha movido, rompendo com o Cardeal da Cunha, adulador e protegido de Pombal. Em consequência da vindicta que lhe foi movida pelo regime persecutório estabelecido, abandonou Portugal. Refugiou-se inicialmente em Ciudad-Rodrigo, Espanha, em 1762, tendo posteriormente passado por França e vivido em Itália. Entre 1764 e 1773 foi bibliotecário na Livraria Pública Lancisiana, em Roma. Já no exílio escreveu uma Retratação com uma narrativa dos acontecimentos da época. Numa audiência com o Papa Clemente XIII apresentou a retratação, declarando o seu arrependimento pelas injúrias e calúnias contidas no Sermão que pronunciara na Sé de Leiria a 9 de fevereiro de 1759 na Pastoral que escrevera contra os jesuítas, enviada ao então Bispo de Leiria (Cardeal da Cunha – da qual este se terá apoderado e apresentado como autor). Santa Rita apenas terá regressado à UC depois de o Marquês do Pombal ter deixado o governo, ocupando novamente a cátedra de Teologia, proferindo em 1778 a Oração de Sapientia intitulada Josephi Duram Theologi Conimbricensis O. E. S. A. pro annua studiorum instauratione oratio. Faleceu em Lisboa no dia 24 de janeiro de 1784.

"Entretanto, a reforma da Universidade avançara imparável. Pronunciando se sobre a Filosofia Escolástica, que até então se considerava ter dominado o ensino no Colégio das Artes, e defendendo uma solução que colocasse a UC ao nível das melhores escolas europeias, Francisco de Lemos afirmou o seguinte:

"Como esta Filosofia [Peripatética], que com discredito da razão por tantos Seculos ocupou este nome só servia de deslocar o entendimento dos Homens, de corromper os estudos de todas as mais Faculdades, e de uma ruina geral das Artes; as quaes não podiam adiantar se, e nem promover se, por meio de uma Siencia verbal, toda destituida de conhecimentos Fizicos, e verdades certas na Natureza. Pareceu à Junta Literaria, que devia ser abolida não só da Universidade, mas também de todas as Escolas Publicas, e Particulares, Seculares e Regulares d’estes Reynos, e Senhorios.

"A ação do Reitor Reformador foi determinante para a mudança que se impunha. Na Relação Geral do Estado da Universidade de Coimbra fundamentou a necessidade nos estudos universitários de um curso onde a Filosofia Natural fosse abordada numa dimensão consentânea com os avanços científicos da época. A Universidade deveria acompanhar os mais recentes avanços da ciência, e ser ela própria um importante fator para o desenvolvimento da cultura e do conhecimento científico. Pretendia fazer da escola o fulcro da unidade moral da nação e do Estado. A Reforma Universitária deveria dar origem a uma instituição de ensino dinâmica, atualizada e geradora de novos saberes. Segundo a sua opinião:

"todas as Sciencias se aperfeiçoão cada vez mais, e se enriquecem com descobrimentos novos, que logo devem incorporar se nos respetivos Cursos das Lições publicas; E por outra parte; que tem mostrado a experiência, que as Universidades nem tem infelizmente promovido estes conhecimentos, nem tem recebido com a promptidão os descobrimentos, que de novo se tem feito em todas estas Sciencias; porque sendo destinadas ao ensino publico se julgam limitadas a um Curso de Lições Positivas; e só trabalham, e se ocupam em conservar, e defender as que huma vez começaram a ensinar com grande prejuizo do Bem Comum, e do adiantamento das letras: Foi servido confederar as ditas Tres Profissoens de Naturalistas, Medicos, e Mathematicos em huma Congregação Geral, a qual tivesse por Instituto trabalhar no progresso, adiantamento, e perfeição das mesmas Sciencias do modo que felismente se tem praticado, e pratica nas Academias mais Celebres da Europa; melhorando os Conhecimentos adquiridos, e adquirindo outros de novo, os quaes se fizessem logo passar aos Cursos respectivos das ditas Faculdades.

"Na avaliação sobre o estado da UC, o Reitor Reformador exaltava a influência da Universidade no progresso científico, técnico e económico do país. O estudo das ciências naturais era indispensável para um melhor conhecimento das riquezas naturais, trazendo para a indústria novos recursos materiais, com o consequente desenvolvimento do comércio. Os objetivos da reforma foram enunciados em função de uma meta considerada prioritária e fundamental para o desenvolvimento da nação: o ensino experimental das ciências da natureza estimularia o desenvolvimento de novas artes, novas manufaturas, novas fábricas, e o aperfeiçoamento das existentes. Neste aspeto os resultados da reforma da Universidade tiveram repercussões assinaláveis no Brasil.

"A 13 de maio de 1799 D. Francisco de Lemos foi pela segunda vez nomeado reitor da Universidade. Tomou posse no dia 16, cargo que ocupou até 27 de agosto de 1821, em que foi exonerado a seu pedido. O seu segundo mandato reitoral foi marcado pela invasão francesa. Enquanto a Universidade era encerrada e vários estudantes e professores voluntariaram-se nos batalhões académicos que resistiram aos invasores, o Reitor assumiu uma atitude colaboracionista. Nesta época esteve ausente em França, tendo sido um dos membros escolhidos pelo general Junot, para fazer parte da deputação criada em 23 de fevereiro de 1808 com ordens para estar em Bayonne entre 1 e 10 de abril, encarregada de cumprimentar e prestar homenagem a Napoleão. Regressou sob proteção das tropas francesas, chegando a Portugal a 9 de novembro de 1810. Foi eleito deputado às cortes gerais e constituintes em 1821 pelo Rio de Janeiro, mas não chegou a tomar posse, e faleceu no ano seguinte".

Encadernação da época, inteira em pele.
Miolo em excelente estado de conservação sem qualquer defeito a destacar; a encadernação, ainda bastante sólida, exibe alguns sinais de desgaste sobretudo ao nível da lombada que tem uma pequena falha (ver foto).
RARO.

350,00 €
12076

DIAS (JOÃO ANTÓNIO) - SYNOPSE DAS RELIGIÕES E SEITAS ACTUALMENTE SEGUIDAS POR DIVERSOS POVOS DO GLOBO
E uma breve noticia d'outras seitas religiosas extinctas. Colligidas por ...
Lisboa. 1864. Typ. de Manoel de J. Coelho. In-8º de 149-VII págs. Enc.
Obra dividida em três partes.
Encadernação antiga com lombada em pele. Não conserva as capas da brochura e está ligeiramente aparado por inteiro.
MUITO INVULGAR.

40,00 €
7150

ELÍSIO (FILINTO) - OBRAS COMPLETAS DE FILINTO ELYSIO
Segunda edição, emendada, e accrescentada com muitas Obras inéditas, e com o retrato do Autor. Tomo Iº [a Tomo XIº].
Paris, Na OfficIna de A. BOBÉE. 1817 [a 1819]. 11 vols. In-8º gr. Enc.
Conjunto das "Obras completas", em 11 volumes, encadernados em inteira de pele e com um retrato do autor impresso em folha à parte. O 1º volume está assinado por Filinto Elysio (1734-1819).
O 1º volume tem erro de numeração de páginas.
Em bom estado geral de conservação; alguns volumes têm normais manchas de acidez e antigas manchas de humidade já quase desvanecidas; 2 volumes têm ínfimos sinais de xilófagos que apenas afectam algumas, poucas, folhas e sem ofender a parte impressa.
RARO.

500,00 €
9734

EPIFANIA (FR. MANOEL DA) - VERDADEIRO METHODO// DE// PREGAR
Praticado em varias// Oraçoens Funebres, Sermoens Panegyri-// nos, e Discursos Moraes de Pro-// fissoens Religiosas.// Por// Fr. MANOEL DA EPIFANIA// Religioso de S. Francisco da Observante// Provincia de Portugal, e Leitor// Jubilado.
LISBOA:// Na Officina de Antonio Vicente da Silva.// Anno de MDCCLIX [1759]. In-8º gr. de 419 págs. Enc.
Em 1762 seria publicado um 2º volume desta apreciada e histórica obra de Fr. Manoel da Epifania (1712-1767).
Encadernação setecentista, inteira em pele.
Exemplar de um modo geral em bom estado de conservação; as últimas folhas apresentam vestígios de xilófagos e de antigas humidades que nunca ofendem a mancha impressa. O rosto e o anterrosto estão em perfeito estado.
INVULGAR.

100,00 €
11768

FEIJÓ (JOÃO DE MORAIS MADUREIRA) - ARTE EXPLICADA
Terceira parte,// e quarto tomo.// SYNTAXE FIGURADA,// syllaba, e versos// Com a sua mediçaõ.// Ad usum// excellentissimi// DUCIS ALLAFONENSIS
LISBOA OCCIDENTAL,// Na Officina de MIGUEL RODRIGUES.// MDCCXXXII [1732]. In-8º de XX-214-I págs. Enc.
Trata-se da 3ª parte, e última, das 3 que constituem esta obra de João de Moraes Madureira Feyjó (1688-1741), ortografista português, autor da igualmente famosa "Ortografia ou Arte de Escrever". 1ª edição.
Acérrimo defensor da gramática quinhentista do padre Manuel Álvares (1526-1583), esta obra destinava-se a divulgar e facilitar o estudo da dita gramática, explicando em pormenor cada uma das suas partes.
Encadernação original setecentista, danificada.
Miolo em muito razoável estado de conservação; antiga assinatura de posse na primeira página em branco; trabalho de traça nas primeiras 4 folhas e depois nas folhas centrais do volume mas que nunca ofendem a mancha impressa.
MUITO INVULGAR.

150,00 €
10401

FEIJÓ (JOÃO DE MORAIS MADUREIRA) - ORTHOGRAPHIA,// OU// ARTE DE ESCREVER
E Pronunciar com acerto// A LINGUA PORTUGUEZA.// Para uso// DO EXCELENTISSIMO// DUQUE// DE LAFOENS.// Pelo seu mestre// JOAÕ DE MORAES// Madureira Feyjo// (...)// Segunda Impressaõ.
COIMBRA:// Na Officina de LUIS SECO FERREYRA, Anno de 1739. In-8º gr. de VI-548-I [aliás VI-547-I] págs. Enc.
Trata-se da segunda das várias edições que esta obra conheceu ao longo dos anos. A primeira edição é de 1734.
Exemplar em fraco estado de conservação e a que falta o anterrosto. Tem vestígios de xilófagos que por vezes ofendem a mancha impressa; Págs. 325/326 com pequena falha de papel; manchas de humidade; um caderno solto (págs. 315 a 326); antiga assinatura de posse no frontispício.
Encadernação inteira em pele, da época, danificada.

50,00 €
11916

FEIJÓ (JOÃO DE MORAIS MADUREIRA) - ORTHOGRAPHIA,// OU// ARTE DE ESCREVER
E Pronunciar com acerto// A LINGUA PORTUGUEZA.// Para uso// DO EXCELENTISSIMO// DUQUE DE LAFOENS:// Pelo seu mestre// JOAÕ DE MORAES DE MADUREIRA FEIJÓ// (...)// Nona Impressaõ mais correcta.
LISBOA,// NA TYPOGRAPHIA LACERDINA// Anno 1818. In-8º gr. de 495-I págs. Enc.
Trata-se da nona das várias edições que esta obra conheceu ao longo dos anos. A primeira edição é de 1734.
Exemplar em muito razoável estado de conservação, a que falta o anterrosto.
Manchas antigas de humidade nas últimas 20 páginas e assinatura de posse na última página em branco.
Encadernação da época, simples, inteira em pele. Tem vestígios de um rótulo na lombada com os dizeres "Madureira" [apelido do autor].

60,00 €
9147

FERREIRA (EMANUEL DE OLIVEIRA) - SERENISSIMO PRINCIPI// HISPANIARUM PRIMATI// DOMINO DNO// GASPARI// ARCHIEPISCOPO BRACARENSI, &C.
Ingredienti primum Diaecefeos Por-// tucalensis oppidum, vulgo// Oliveira de Azemeis,// ad// Mentis ectypum// cordis syngrapham// affectus tesseram,// PROSOPOPAEIAM// Dicat// EMMANUEL DE OLIVEIRA// FERREIRA.
S/ editor. S/d [séc. XVIII]. In-4º de 2 flhs. Enc.
Encadernação antiga, simples, tipo pasta.
Exemplar em bastante bom estado de conservação.

40,00 €
11942

FIGUEIREDO (PADRE ANTÓNIO PEREIRA DE) [TRAD.] - BIBLIA SAGRADA
Contendo o VELHO e NOVO TESTAMENTO. Versão do Padre ANTONIO PEREIRA DE FIGUEIREDO. Commentarios e Annotações sefgundo modernos trabalhos de Glaire, (...) Pelo Rev. SANTOS FARINHA. Edição Popular e Illustrada. Volume Primeiro [a Volume Terceiro].
Lisboa. Empreza da Historia de Portugal, Sociedade Editora. MDCCCCII [1902]. 3 vols. In-4º max. de XIV-II-942-II + 804-II + 647 págs. Enc.
Edição monumental da Biblia Sagrada, tradução baseada na Vulgata Latina pelo padre António Pereira de Figueiredo (1725-1797). Trata-se de uma edição especialmente apreciada por ser das mais ilustradas que se executaram até hoje, com dezenas de xilogravuras impressas em folhas à parte e de diversos autores e gravadores de que se destacam várias de Gustavo Doré, gravadas por H. Pisan.
Encadernações antigas com lombadas em pele.
Conjunto bonito e de em bom estado geral de conservação; as encadernações têm algumas pequenas e aceitáveis imperfeições (sobretudo a lombada do 2º volume) e algumas, poucas, folhas soltas. pelo que seria ideal voltar a ser cosida.
Pouco vulgar.

250,00 €
3288

FREIRE (FRANCISCO JOSÉ) - SECRETARIO PORTUGUEZ
ou METHODO DE ESCREVER CARTAS. Por meio de huma Instrucçaõ Preliminar: Regas de Secretaria: (...) Nova Ediçaõ, augmentada com dous Supplementos sobre muitos pontos concernentes á Theorica, e Prática do Commercio: (...)
LISBOA, na Typografia Rollandiana. 1815. In-8º de VI-190-II-226 págs. Enc.
Obra de grande sucesso na sua época da autoria de Francisco José Freire (1719-1773); a edição original é de 1745 tendo posteriormente conhecido sucessivas reedições.
Encadernação oitocentista inteira em pele com algumas imperfeições mas, ainda assim, bastante sólida e consolidada.
Exemplar em bom estado de conservação, sem assinaturas de posse nem vestígios de xilófagos. Tem ínfima mancha antiga de humidade que afecta o canto superior esquerdo das primeiras 16 folhas.

60,00 €
9766

FURGAULT (M.) - NOUVEAU// RECUEIL HISTORIQUE// D'ANTIQUITÉS// GREQUES ET ROMAINES,// EN FORME DE DICTIONNAIRE
Pour faciliter l'intelligence des Auteurs// Grecs & Latins. Par...
A PARIS,// Chez Nyon// MDCCLXVIII [1768]. In-8º de VIII-págs. Enc.
1ª edição.
Encadernação setecentista inteira em pele.
Exemplar com o miolo em bastante bom estado de conservação; as últimas 10 folhas têm pequeno furo no canto superior que não é de xilófago nem afecta a mancha impressa. Pequena assinatura de posse no frontispício, rasurada. A encadernação, ainda bastante sólida, apresenta algumas imperfeições ao nível da lombada.
INVULGAR.

100,00 €
11987

HÉNAULT (CHARLES-JEAN-FRANÇOIS), LACOMBE (JACQUES) & MACQUER (PHILIPPE) - ABRÉGÉ CHRONOLOGIQUE DE L'HISTOIRE D'ESPAGNE ET PORTUGAL
Divisé en huit Périodes: Avec des Remarques particulieres á la fin de chaque Période sur le génie, les mouers, les usages, le commerce, les finances de ces Monarchies; ensemble la notice des Princes contemporains, & un Précis historique sur les (...)
A PARIS, Chez Jean-Thomas Herissant fils, Libraire. MDCCLXV [1765]. 2 vols. In-8º de 745 + 704-IV págs. Enc.
Obra curiosa, talvez não tanto pelo seu rigor histórico e científico mas pela antiguidade já que foi composta quase um século antes da primeira História "oficial" de Portugal, a de Alexandre Herculano escrita entre 1846 e 1853.
Publicada sem indicação do autor sabe-se porém ser da responsabilidade de Charles-Jean Hénault (1685-1770) e de outros dois autores. Hénault já havia escrito anteriormente uma História de França.
Pensamos tratar-se da 2ª edição do título: apesar de alguns livreiros publicitarem esta edição de 1765 como sendo a primeira, há registos de uma anterior de 1759. Não encontrámos, porém, esta suposta primeira edição digitalizada nem referenciada em nenhuma biblioteca.

Encadernações da época, inteiras em pele, com bonitas lombada decoradas com 5 nervuras e ferros e dizeres a ouro.
Miolo em excelente estado de conservação; as encadernações apresentam pequenas falhas ao nível das lombadas, perfeitamente aceitáveis para os 250 anos que a obra já leva de existência. As 8 páginas finais do 1º volume, relativas ás "Remarques particulieres" têm erro de paginação, apresentando-se as seis primeiras logo no início do volume. No entanto a obra está completa e foi conferida.
INVULGAR.

250,00 €
10338

HISTOIRE// DES// ANIMAUX,
A L'USAGE DES JEUNES GENS,// et de ceux qui ont du gout pour l'Histoire// Naturelle.// NOUVELLE ÉDITION,// ornée de 200 figures.
A HAMBOURG. 1799. In-8º peq. de XII-490-II págs. Enc.
Curiosa obra setecentista, de autor anónimo, sobre história natural. São descritas com algum detalhe 200 espécies animais, cada uma acompanhada de graciosa (um tanto ou quanto "naif") pequena gravura batida a madeira. A páginas 143 encontra-se um estranho "Evéque Marin" (Bispo Marinho) que não terá propriamente existência real...
Das 200 "figures" anunciadas só foram concretizadas 194.
Encadernação da época, inteira em pele, algo danificada. Exemplar com o miolo em bom estado geral de conservação apresentando nas últimas folhas mancha antiga de humidade. Infelizmente faltam duas gravuras que foram recortadas, relativas às págs. 95/96.
MUITO INVULGAR.

100,00 €
10230

HORÁCIO [QUINTO HORÁCIO FLACO] - A POETICAL TRANSLATION OF THE WORKS OF HORACE
with the original text, and Critical NOTES collected fro his best Latin and French Commentators. By PHILIP FRANCIS, D.D. in four volumes. Vol I [a Vol. IV]. The ninth edition.
London: printed for T. Payne and son; J. Rivingtons and son; (...). MDCCXCI [1791]. 4 tomos enc. em 2 vols. In-8º de XXII-247 + 309 + 275 + 267 págs. Enc.
A obra divide-se em 4 tomos, encadernados em 2 volumes, com os seguintes títulos respectivos: "The Odes of Horace in Latin and English (...); "The Odes and Carmen Segulare of Horace in Latin and English (...)"; "The Satires of Horace in Latin and English (...)" e "The Epistles and Art of Poetry of Horace in Latin and English (...)".
Encadernações oitocentistas com bonitas lombada em pele.
Conjunto em bom estado geral de conservação, apresentando normais sinais do tempo para uma obra com mais de 2 séculos de existência.

100,00 €
9782

LE NOUVEAU// TESTAMENT// DE NOTRE SEIGNEUR// JESUS-CHRIST
Traduit en françois,// avec des notes littérales// pour en faciliter l'intelligence.// Par M. MÉSENGUY.
A PARIS// Chez Desaint & Saillant, Libraires, et Butard, Imprimeur-Libraire. MDCCLXIV [1764]. In-8º peq. de XXIV-642-II págs. Enc.
Encadernação da época, inteira em pele.
Miolo em bom estado geral de conservação, um pouco aparado; encadernação danificada a necessitar de nova lombada.
INVULGAR.

50,00 €
5632

MACEDO (JOSÉ AGOSTINHO DE) - A MEDITAÇÃO
Lisboa:// Na Impressão Regia. Anno 1818. In-8º peq. de 254-I págs. Enc.
Segunda edição deste apreciado poema em quatro cantos de José Agostinho de Macedo (1761-1831), padre nascido em Beja e que ficou célebre pelas suas constantes polémicas com, entre muitos outros, Bocage e Garrett.
A edição original é de 1813 embora exista uma outra edição anterior, de 1812, que apenas regista o 1º canto.
Encadernação da época, com bonita lombada em pele.
Exemplar em excelente estado de conservação, apresentando um papel ainda invulgarmente branco e "cantante". Inexistência de assinaturas de posse, humidades, vestígios de xilófagos ou qualquer outro defeito.
INVULGAR.

60,00 €
829

MARMONTEL (JEAN-FRANÇOIS) - BELIZARIO ESCRITO EM FRANCEZ POR MARMONTEL
Da Academia Franceza, E traduzido na lingua Portugueza por J. N. T. M. Fidalgo de Sua Magestade Fidelissima, do seu Concelho, e Professo na Odem de Christo, &c. &c. &c.
Lisboa. Na Typographia Rollandiana. MDCCLXXIX. In-8º de XV-314-VI págs. Enc.
Encadernação contemporânea em inteira de pele com a lombada decorada com ferros a ouro.
Tem pequena e antiga assinatura de posse na folha de rosto.

60,00 €
3677

MELO (LUIS SANCHES DE) - NOVUS// TRACTATUS// DE INDUCIIS// DEBITORUM
A creditoribus suis, aliisque personis concedendis,// vel non, Opus ingenti elaboratum studio// & theoricis, & practicis squaliter utile, ac necessarium,// auctore// LUDOVICO SANCTIO A MELO,// (...)
ULYSSIPONE// Typis,& Suptibus EMMANUEL LOPES FERREIRA// M.D.CC.III. In-8º gr. de XIV-243-I págs. Enc.
Encadernação recente com lombada e cantos em pele.
Exemplar em muito razoável estado de conservação; vestígios de xilófagos entre as págs. 40 e 108 (canto superior direito, sem afectar a mancha tipográfica) e 131 a 135 (canto superior direito afectanto ínfimamente a mancha tipográfica). Inscrições coevas nas primeira e última páginas em branco.
RARO.

100,00 €
9771

NIETO (JUAN) - MANOJITO// DE FLORES
CUYA FRAGANCIA DESCIFRA// los Mysterios de la Missa, y Oficio Divino, dá// esfuerzo á los moribundos; ensina a seguir a // Christo, y ofrece seguras armas para hacer// guerra al demonio, ahuyentar las tempestades// y todo animal nocivo, con (...).
En Madrid: Por Juan Sanz, Portero de Camara de Su Mag. y a su costa. S/d [1723?]. In-8º peq. de XVI-390-X págs. Enc.
"Compuesto por el P. Fr. Juan Nieto, Religioso Menor de S. Francisco, en la Provincia de Santiago".
Encadernação setecentista em pergaminho.
Exemplar em bom estado geral de conservação, apresentando pequenos defeitos normais num livro com perto de 300 anos: ínfimos vestígios de xilófagos, breves anotações coevas, pequena falha de papel no frontispício, falha na capa posterior e mossa na lombada.
RARO.

100,00 €
2918

ODE HEROICA// QUE// Á SERENISSIMA SENHORA INFANTA// D. ISABEL MARIA,//REGENTE DESTES REINOS// POR OCCASIÃO DO JURAMENTO// DA// CARTA CONSTITUCIONAL,// D.O.C.//
e Juiz de Fóra eleito de Monte-Mór o Velho,// ANTONIO LUIZ DE SEABRA.
COIMBRA, na Real Imprensa da Universidade. 1826. In-8º de 6-II págs.
"Ode Heroica" mostra-nos uma das facetas menos conhecidas do famoso Visconde de Seabra, autor do primeiro Código Civil português: possuidor de uma grande cultura humanista era também apreciável poeta.
A Infanta Isabel Maria, filha de D. João VI, foi regente de Portugal por um periodo de quase 2 anos.
Opúsculo em óptimo estado de conservação.
Raro.

75,00 €
11769

OLIVEIRA (VALÉRIO MARTINS DE) - ADVERTENCIAS// AOS// MODERNOS,// QUE APRENDEM O OFFICIO// DE PEDREIRO,// E CARPINTEIRO
Offerecidas// ao Senhor// S. JOSEPH,// Patrono do mesmo officio,/ Venerado na sua Paroquial Igreja desta Cidade de Lisboa,// Por// VALERIO MARTINS DE OLIVEIRA,//(...)// Terceira Impressão, accrescentada com o que pertence// ao Officio de Carpinteiro.
LISBOA,// Na Regia Officina SYLVIANA, e da Academia Real.// MDCCLVII [1757]. In-8º gr. de XII-241-I págs. Enc.
Importante tratado português setecentista relativo às artes de pedreiro e carpinteiro, ilustrado ao longo do texto com auqdros de dados, desenhos geométricos, etc. O autor foi Mestre Pedreiro em Lisboa.
Conhecem-se 4 edições desta obra: 1739, a primeira, 1748, 1757, a presente e 1826. Diz Inocêncio que esta terceira edição é preferível às anteriores por ser aumentada ainda pelo próprio autor.
Vejamos:
"Valério Martins de Oliveira, Mestre Pedreiro em Lisboa, e varias vezes Juiz do seu officio na antiga casa dos vinte e quatro. - Foi natural de Santarem, e baptisado a 20 de Novembro de 1695. Vivia ainda em 1757, morando então na rua da Charidade, da freguezia de S. José. - E. 23) (C) Advertencias aos modernos que aprendem o officio de pedreiro. Lisboa, na Offic. Silviana da Academia Real 1739. 16.º Ibi, por Antonio da Silva? 1748. 8.º Terceira impressão accrescentada com o que pertence ao officio de carpinteiro (pelo mesmo auctor). Lisboa, na Regia Offic. Silviana da Acad. Real 1757. 4.º de XII 241 pag., com uma estampa de S. José aberta a buril. (É sem duvida de todas a melhor edição, e muito superior ás duas precedentes, por ter sobre elles notaveis augmentos, feitos pelo proprio auctor.) - Quarta edição, Lisboa, Imp. Regia 1826".
Encadernação nova, inteira em pele, assinada "Invicta Livro". Exemplar profissionalmente restaurado e com duas folhas (págs. 237 a 240), que estavam em falta, perfeitamente fac-similadas sobre papel antigo. Estão também em falta uma gravura de S. José em anterrosto e uma tabela extra-texto desdobrável, que muito raramente aparecem. Ao que tudo indica alguns exemplares seriam mesmo impressos sem estas.
RARO.

300,00 €
11929

ORFILA (MATHIEU) - SECOURS A DONNER AUX PERSONNES EMPOISONNÉES ET ASPHYXIÉES
Suivi des moyens propres a reconnaitre les poisons et les vins frelatés, et a distinguer la mort réelle de la mort apparente. Cinquiéme Édition, publiée par le Docteur C.-J. B. Comet. Revue, corrigée et augmantée.
Bruxelles, a la Librairie Médicale et Scientifique. 1830. In-8º peq. de 197 págs. Enc.
Mathieu Orfila (1787-1853) foi um médico e químico espanhol naturalizado francês em 1818 e considerado um pioneiro na Toxiciologia médico-legal.
A primeira edição desta obra é de 1818 e era destinada ao grande público. Foi um sucesso editorial na época tendo conhecido várias edições ao longo dos anos.
Encadernação oitocentista com lombada em pele.
Exemplar em bom estado geral de conservação; a lombada apresenta pequena falha no topo (ver foto) e o miolo tem antiga mancha de humidade já quase totalmente desvanecida. Sem assinaturas de posse e/ou vestígios de xilófagos.
INVULGAR.

100,00 €
11955

PADILHA (PEDRO NORBERTO DE AUCOURT E) - RARIDADES// DA// NATUREZA,// E DA ARTE
Divididas pelos quatro Elementos.// Escritas, e dedicadas// À Magestade Fidelissima de Elrey// Nosso Senhor// D. JOSEPH I// Por...// Cavaleiro professo na Ordem de Christo, Fidalgo// da Casa Real, e Escrivão da Camera de// Sua Magestade (...)
LISBOA,// Na Officina Patriarcal de FRANCISCO LUIZ AMENO// MDCCLIX [1759]. In-8º de XXX-504 págs. Enc.
Primeira edição - e pensamos que única - deste curiosíssimo título setecentista composto na sequência do terramoto de 1755 e ilustrado com uma bonita vinheta onde figura o busto de D. José I e representações alegóricas.

Escreve Inocêncio da Silva (VI, 436) a propósito do autor e obra: "Fidalgo da C. R. Cavalleiro da Ordem de Christo, Secretario da Meza do Desembargo do Paço, etc. - N. em Lisboa no anno de 1704, e vivia ainda em 1759. A data do seu obito é por ora ignorada. Livro de muita curiosidade e recreação, para o tempo em que seu auctor o publicou."

Do "Prologo": "Se Cicero chamou morte do homem à ociosidade, tambem com maxima Catholica se póde chamar remedio da vida o emprego literario; porque a recreação dos livros he huma politica christã para a conformidade dos males, e tolerallos com semblante alegre, he heroica industria para ser feliz, sem depender da fortuna. O Terremoto, que me arruinou os bens, não só sepultou muitas vidas, mas tambem as officinas da sabedoria: difficultou com a perda das Bibliothecas os meyos para a lição, e não moderou nos animos o odio para a mordacidade; no que novamente fica confirmado ser filha da ignorancia (...)".

Do "Indice das materias, que contém este livro":

PARTE I.

I. Sympathias - II. Antipathias - III. Virtude do toque de algumas pessoas - IV. Vistas perniciosas - V. Excesso de vista - VI. Pessoas que embranquecerão de repente - VII. Força de imaginação - VIII. Cousas fora do commum - IX. Doenças extravagantes - X. Pessoas que discorrião dormindo, e que fallarão sem lingua - XI. Gigantes - XII. Anões - XIII. Vidas dilatadas - XIV. Pessoas decrepitas, que tiverão successão - XV. Pessoas que tiverão grande numero de filhos - XVI. Anticipação do entendimento - XVII. Mulheres, em quem tambem se adiantou o saber aos annos - XVIII. Crianças, em que se anticipou a estatura - XIX. Velhos, que conservarão o vigor da mocidade no entendimento, e na memoria - XX. Excesso de memoria - XXI. Monstruosidades - XXII. Partos monstruosos - XXIII. Satyros, e Centauros - XXIV. Monstruosidade dos animaes - XXV Hermafroditas - XXVI. Forças - XXVII. Raridades de animaes - XXVIII. Vida dilatada de alguns animaes - XXIX. Raridades de Arvores - XXX. Vegetação de metaes - XXXI. Virtute das pedras preciosas - XXXII. Formas extravagantes de pedras - XXXIII. Petrificações - XXXIV. Natureza rara de terra - XXXV. Plantas viventes - XXXVI. Pessoas, que não comem, nem bebem - XXXVII. Lugar em se não morre - XXXVIII. Virtude pasmosa de huns palitos - XXXIX. Virtudes atractivas - XL. Raciocinio dos animaes - XLI. Reflexão.

PARTE II.
Introdução sobre a Arte
I. Sympathias artificiaes - II. Obras maravilhosas - III. Artificios admiraveis - IV. Montanhas talhadas em estatuas - V. Edificios portateis - VI. Magnificencias pasmosas - VII. Espectaculos Romanos - VIII. Delicia, e grandeza das estradas de Roma - IX. Escultura - X. Seda tirada das aranhas - XI. Artificios com que a natureza produz raridades - XII. Pintura - XIII. Reflexão sobre as Artes

PARTE III.
Agua.
I. Qualidades raras de aguas - II. Aguas, que tem virtude de petrificar - III. Arvores, que destilão chuva - IV. Pessoas, que se sustentarão só com agua, e outras sem beber - V. Tritões, e Nereides - VI. Pessoas, que viverão muitos annos na agua como peixe - VII. Peixes monstruosos - VIII. Virtudes raras de alguns peixes - IX. Plantas do mar.

PARTE IV.
Agua.
I. Correntes de rios mudadas - II. Artificios admiraveis de agua - III. Portentos da marinha - IV. Edificios debaixo da agua - V. Aqueductos maravilhosos - VI. Espectaculos navaes - VII. Obras feitas de gelo - VIII. Peixes domesticos.

PARTE V.
Ar.
I. Qualidades de ar - II. Apparencias no ar - III. Animaes, que se crião no ar - IV. Chuvas extraordinarias - V. Aves que renascem - VI. Raridades de aves - VII. Maravilha do insecto da traça.

PARTE VI.
Ar.
I. Musica - II. Eccos admiraveis - III. Tentativas de voar - IV. Aves que servirão de Correyos - V. Caça dos Falcões - VI. Obras suspendidas no ar - VII. Artificios estupendos do ar - VIII. Descobrimento pasmoso nos innumeraveis olhos, que tem a borboleta.

PARTE VII.
Fogo.
I. Fogos errantes - II. Fogo, que se accende por si mesmo - III. Exquisita especie de fogos - IV. Raridades de vapores - V. Corpos que exhalão fogo - VI. Entidades luminosas - VII. Fogos perpetuos - VIII. Amianto, e outros corpos incombustiveis - IX. Animaes, que vivem no fogo.

PARTE VIII.
Fogo.
I. Artificios de fogo - II. Espelhos ustorios - III. Olho artificial - IV. Descobrimento da polvora - V. Maquina Electrica.

PARTE IX.
Magia natural.

PARTE X.
Magia artificial.

Bonita encadernação da época, inteira em pele.
Exemplar em bom estado geral de conservação; pequenos sinais de xilófagos, que nunca ofendem a mancha impressa, entre as págs. 341 e 364; a primeira folha em branco, exterior à obra propriamente dita, tem um pequeno rectangulo recortado onde provavelmente estaria uma assinatura de posse; a segunda folha em branco tem algumas incrições coevas.
RARO.

350,00 €
1428

PONTAS (JOANNIS) - DICTIONARIUM CASUUM CONSCIENTIAE
Nuperrime in compendium redactum a PETRO COLLET. Tomus primus [Tomus Secundus & Tomus tertius].
VENETIIS, MDCCLXXX. Apud Thomam Bettinelli. 3 volumes. In-4º de VIII-440 + 456 + 288-IV-230 págs. Enc.
Obra completa, 3 volumes, especialmente rara quando inclui o 3º volume.
Encadernações em inteira de pele, de época, com as lombadas decoradas com ferros a ouro.
Excelente estado de conservação, tratando-se de uma obra setecentista, com as folhas muito brancas, sem furos de bicho nem humidades.

400,00 €
11276

PROFECIA// POLITICA
Verificada en lo que está sucediendo à los// Portugueses por sua ciega aficion à// los Ingleses:// Hecha luego despues del Terremoto del// año de mil setecientos cinquenta// y cinco.
Año de 1762.// Con licencia del Rey nuestro Señor:// En Madrid, en la Imprenta de la Gaceta. In-8º de II-CXXVI págs. Enc.
1ª edição.
Feroz ataque à suposta dependência de Portugal face à Inglaterra:
"Em França e Espanha escrevia-se que Portugal, escravo da Inglaterra era governado pelo Conselho britânico e que as suas riquezas e recursos provenientes do comércio iam direitinhos para os cofres de Londres. Aliás fora publicado em França em 1756 um livro intitulado "Discours politique sur les avantages que les portugais porroient retirer de leur malheur et dans lequel on developpe les moyens que l'Angleterre a mis en usage pour ruiner le Portugal" traduzido para castelhano em 1762 com o título (...).
"Várias cópias haviam sido enviadas para Portugal ultimamente mas haviam sido apreendidas".

O texto acima transcrito foi retirado de http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/8266.pdf cuja leitura recomendamos vivamente.
Encadernação da época, inteira em pele.
Exemplar em excelente estado de conservação, com bonito ex-libris de posse (J. Pinto Barata). Apresenta ínfimos e normais sinais do tempo, sobretudo ao nível da lombada que tem pequena falha.
RARO.

400,00 €
11925

REGIMENTOS// MILITARES
Em que se dá nova fórma à Cavallaria, e In-// fantaria com augmento de soldos para todos// os Cabos, Officiaes, e Soldados, e dis-// posição para o governo dos Exerci-// tos assim na Campanha, como// nas Praças// (...)// TOMO I [& TOMO II].
LISBOA..// Na Offic. de Antonio Rodrigues Galhardo// Impressor do mesmo Conselho// MDCCXCVII [1797]. 2 vols. In-8º peq. de II-378 + 295-IV págs. Enc.
"Em que se comprehendem tambem os exercicios uteis com as suas vozes para todos os Soldados, e Granadeiros, serviço por Brigada, modo de acampar, e tomar as guardas, e ordens geraes para os Sargentos Maiores, e o Regimento dos Sargentos Móres das Comarcas com o Decreto de Sua Magestade de 23 de Agosto de 1703".

Ao que parece, a crer nas informações prestadas por Francisco Augusto Martins de Carvalho no seu "Diccionario Bibliographico Militar" de 1891, a primeira edição deste título é de 1708 a que se seguem outras duas de 1748 e 1753 e, finalmente, a edição que apresentamos, de 1797. O mesmo autor refere ainda que "Parece que havia sido impressa esta obra pela primeira vez em 1703, mas nunca vimos exemplar algum d'essa edição."
Encadernações da época, inteiras em pele.
Muito INVULGAR colecção de regimentos militares, título essencial de toda a bibliografia de militária portuguesa.
Conjunto de um modo geral em bom estado de conservação. As encadernações exibem alguns sinais do tempo mas ainda estão bastante sólidas. O miolo de ambos os volumes têm alguns vestígios de xilófagos mas que nunca ofendem a parte impressa.

250,00 €
11080

RIBEIRO (JOÃO PEDRO) - DISSERTAÇÃO// HISTORICO-JURIDICA//
Em que se examina,// se na cidade do Porto e suas immediações// possue a cathedral da mesma// algum terreno,// a que se possa applicar a letra ou espirito// dos §§ 3º e 5º// do Decreto de 13 de Agosto de 1832.
Coimbra. Na R. Imprensa da Universidade. 1834. In-8º de 27 págs. Br.
Opúsculo de grande interesse para a história do Porto, publicado anonimamente. A autoria parece ser, segundo Inocêncio, de João Pedro Ribeiro (1758-1834).
Exemplar em bom estado geral de conservação, atendendo aos quase 200 anos que leva de existencia.
RARO.

50,00 €
12385

SARMENTO (FREI FRANCISCO DE JESUS MARIA) - HISTORIA GERAL DA IGREJA CHRISTÃ
Desde o seu nascimento até o fim do mundo, e seu ultimo estado triumphante, e glorioso no Céo. Extrahida pricipalmente do Apocalypse de S. João Evangelista, (...). Tomo I [& Tomo II].
Porto. Na Typographia da Revista. 1869 e 1870. 2 tomos encadernados em 1 volumes. In-8º de 287 + 240 págs. Enc.
Sobre o autor, escreve Inocêncio da Silva:

"(...) Fr. Francisco de Jesus Maria Sarmento, natural de Coimbra. Movido das penetrantes vozes do missionario Fr. Manuel de Deus, resolveu se a mudar de estado, professando o instituto da terceira ordem de S. Francisco no convento de Nossa Senhora de Jesus de Lisboa. Desenvolveu grande talento no ministerio do pulpito; a sua gravidade, voz clara, composição de gesto, e a eloquencia conforme ao gosto da epocha, o fizeram bem acceito orador nas funcções mais solemnes e pomposas. Estas qualidades deram causa a que os terceiros seculares o elegessem seu commissario visitador. Foi consultor da bulla da cruzada, e examinador das tres ordens militares. Occupou na sua congregação todos os logares de honra, até ser eleito ministro provincial em 1777. Tudo quanto pôde adquirir por suas composições litterarias, e por seus amigos, empregou no serviço do culto divino, deixando no convento de Lisboa riquissimas peças e alfaias destinadas para o mesmo serviço, e uma boa renda no producto das suas multiplicadas composições, destinado para fundo e subsistencia do collegio da sua ordem em Coimbra. Escrevia com grande facilidade, e posto que por vezes experimentasse as censuras dos criticos, proseguia sempre com imperturbavel serenidade de animo em seus trabalhos litterarios, consagrados exclusivamente a obras de devoção, deixando impressos numerosos livros e opusculos, que o qualificam, quando menos, de escriptor laboriosissimo e applicado. M. no convento de Lisboa a 3 de Junho de 1790 com 77 annos."

Encadernação antiga inteira em pele. Não conserva as capas da brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação, sem apresentar qualquer defeito geralmente associado ao livro antigo. Lombada com pequena falha e nódoa de tinta na última págima.
INVULGAR.

75,00 €
2022

SEÑERI (PABLO) - EL// CONFESSOR// INSTRUIDO.
(...) Y traducida en nuestro Idioma// por// D. JUAN DE ESPINOLA BAEZA ECHABURU.// Dedicada// Al gran Apostol de la India// SAN FRANCISCO XAVIER.
COIMBRA. Na Offic. de Antonio Simoens Ferreira. Anno de 1751. In-16º de 368-II págs. Enc.
Exemplar em excepcional estado de conservação.
Encadernação recente em pergaminho.

120,00 €
2247

SILVA (JOSE MARIA DA COSTA E) - O ESPECTRO OU A BARONEZA DE GAIA
Poema.
Em Paris, na Casa de Guiraudet e Jouaust. 1838. In-8º de XVI-187-IV págs. Enc.
Encadernação antiga com lombada em pele.
Bom estado geral de conservação, com mancha nas primeiras páginas e alguns picos de acidez ao longo do texto.

50,00 €
9148

SONETO
Ao Senhor// JOZÉ FRANCISCO// DA CRUZ ALAGOA// Fazendo-lhe// Sua Magestade Fidelissima// A mercê do Foro de Fidalgo da sua Caza.
S/ Editor. S/d [séc. XVIII]. In-4º de 2 flhs. Enc.
Encadernado junto: SONETO// Ao Senhor// JOZÉ FRANCISCO// DA CRUZ ALAGOA// fazendo-lhe// SUA MAGESTADE FIDELISSIMA// A mercê do Morgado da Alagôa.
Encadernação antiga com lombada em sintético.
Excelente estado de conservação.

50,00 €
3213

SOUSA (FREI LUÍS DE) - PRIMEIRA [A QUARTA] PARTE DA HISTORIA DE S. DOMINGOS
Particular do Reino e conquistas de Portugal, por Fr. Luis de Cacegas da mesma Ordem e Provincia, e Chronista d'ella. Reformada em estilo e ordem, e amplificada em successos, e particularidades por Fr. Luis de Sousa, filho do Convento de Bemfica.
Lisboa. Typ. do Panorama. MDCCCLXVI [1866]. 6 vols. In-8º Enc.
Trata-se da 3ª edição desta crónica de grande interesse histórico e literário.
Encadernações antigas com lombada em pele. Não conservam as capas das brochuras. Com bonito ex-libris de posse.
Conjunto completo, em bom estado de conservação; miolo com alguma acidez e defeitos nos cantos superiores e inferiores de alguns dos volumes.
Muito invulgar.

240,00 €
10868

SOUSA (JOSÉ ROBERTO M. C. C. E) - REMISSOENS// DAS// LEYS NOVISSIMAS,// DECRETOS, AVISOS,// E MAIS DISPOSIÇOENS
Que se promulgarao naõ só no sempre feliz, e memoravel Reinado// de Magestade Fidelissima// de EL REI// DOM JOZE 0I// Mas tambem as do presente reinado// da Magestade Fidelissima, e sempre augusta// Rainha Nossa Senhora// D. MARIA I// (...)
LISBOA// Na Officina de JOAÕ ANTONIO DA SILVA// Anno de MDCCLXXVIII [1778]. In-8º gr. de IV-304 + 331 págs. Enc.
O subtítulo continua assim: "DONA MARIA I// Com as ordenaçoens revogadas,// Reformadas, Limitadas, Ampliadas, Declaradas, e Recom-//mendadas, e da mesma fórma as Leys Estravagantes; com// todos os Assentos da Casa da Suplplicaçaõ.// Offerecidas// ao Illustrissimo, e Excelentissimo Senhor// D. THOMAZ DE LIMA,// E VASCONCELLOS NOGUEIRA TELLES// DA SILVA,// Vix-Conde de Villa-Nova de Cereira, Ministro Secretario e/ Estado dos Negocios do Reino, &c. &c. &c.// Por// JOZE ROBERTO M.C.C. E SOUSA".

A obra que apresentamos está completa, constituída por duas partes, ambas com frontispício próprio e a mesma data de 1778.

Escreve Inocêncio da Silva (V, 114): "José Roberto Monteiro de Campos Coelho e Sousa, natural de Lisboa, filho de Manuel Antonio Monteiro de Campos, provavelmente o mesmo que teve em Lisboa uma typographia no meado do seculo passado. - Remissões das leis novissimas, decretos, avisos e mais disposições que se promulgaram nos reinados dos senhores reis D. José I, e D. Maria I, etc. Lisboa, 1778. 4ª 2 tomos. Falando d'esta obra, diz o auctor do Demetrio moderno ["Demetrio Moderno ou o Bibliografo Juridico Portuguez", 1780]: Não é das peiores que appareceram n'este seculo, e tem sua utilidade: porém o titulo é enganoso, porque Remissões não são indices, nem repertorios, e é isto realmente o que se contém no livro".

Encadernação da época, inteira em pele com dourados na lombada.
Miolo em bastante bom estado de conservação, conservando o rosto e anterrosto de ambos os tomos e sem sinais de humidades e/ou xilófagos; apenas o frontispício do primeiro tomo tem bonita assinatura coeva de posse.
A encadernação, ainda robusta, tem falha na parte inferior da lombada.
Obra completa, MUITO INVULGAR.

250,00 €
3077

SYLVA (ANTONIO DINIZ DA CRUZ E) - O HYSSOPE, POÉMA HEROI-COMICO
Nova edição correcta, com variantes, Prefacio, e notas.
Paris. Na officina de A. Bobée. 1817. In-8º peq. de XXXIII-III-137-III págs. Br.
Trata-se da principal obra de António Dinis da Cruz e Silva (1731-1799), cujo pseudónimo arcádico era Elpino Nonacriense. Foi um dos fundadores da Arcádia Lusitana.
No seu tempo, teve esta obra grande popularidade; foi traduzida para francês, inglês e alemão. Nela são ridicularizadas, sobretudo, a mentalidade escolástica e os abusos praticados pelas altas esferas da Igreja.
O nosso exemplar é da 3ª e rara edição; as duas primeiras são de 1802 e 1808.
Segundo alguns autores, é este poema a única obra dos árcades que merece, ainda hoje, ser lida.
Em bom estado de conservação, por aparar, mas a precisar de encadernação. Vestígios de antigo carimbo a óleo no frontispício e gravura com acidez.

60,00 €
10869

VIEIRA (P. ANTÓNIO) [COSTA (P. MANUEL DA)] - ARTE// DE// FURTAR
Espelho de Enganos,// Theatro de Verdade,// Mostrador de Horas Minguadas,// GAZUA GERAL// dos Reynos de Portugal.// (...)// Composta no anno de 1652// pelo Padre// ANTONIO VIEYRA// Zelozo da Patria.// Nova Edição.
LISBOA,// Na Typographia Rollandiana.// 1820// In-8º de XVI-384 págs. Enc.
Tradicionalmente atribuída ao Padre António Vieira, sabe-se hoje que a autoria da obra é afinal do Padre Manuel da Costa (1601-1667).
"Arte de furtar" é uma das mais significativas obras literárias do período barroco, narrando-nos de uma forma crítica os costumes do séc. XVII e mantendo-se estranhamente actual. A data de 1652 referida no frontispício é falsa, já que a primeira vez que o título foi publicado terá sido em 1744 ou 1745.
A edição que apresentamos será, pensamos, a 4ª, já que durante o século XVIII terão sido feitas outras três (1744, 1745 e a tal com data falsa de 1652). Existe outra edição, também datada de 1820, impressa em Londres.
Encadernação oitocentista, inteira em pele e com dourados na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação, atendendo aos seus 200 anos de existência. Não tem qualquer patologia ou defeito importante a destacar. O papel apresenta-se ligeiramente amarelecido e com alguma normal e ocasional acidez.
O volume começa logo com o frontispício, não tendo qualquer folha em branco e/ou anterrosto. Ao que julgamos saber e pela breve pesquisa que fizemos, a obra não tem de origem anterrosto mas terá, provavelmente, uma folha em branco.
MUITO INVULGAR.

200,00 €
10182

VINNII JC. (ARNOLDI) - JURISPRUDENTIÆ CONTRACTÆ,// SIVE// PARTITIONUM JURIS// CIVILIS
Libri quatuor,// VARIIS OBSERVATIONIBUS// Ad usum forensem accommodatis illustrati.// EDITIO NOVISSIMA, AB ERRORIBUS// qui in precedentibus irrepserant diligenter expurgata.
VENETIIS. MDCCXXXVI [1736]. Ex Typographia Balleoniana. In-4º de XX-515 págs. Enc.
O autor, Arnold Vinnen (1588-1657), foi um jurista originário da Holanda, autor de extensa bibliografia especializada.
Bonita encadernação centenária, inteira em pele. A lombada está decorada com cinco nervuras e ferros e dizeres gravados a ouro.
Exemplar de um modo geral em muito bom estado de conservação; tem pequena e antiga assinatura na primeira página em branco e uma minuscula anotação no canto inferior direito do frontispício.
MUITO INVULGAR.

200,00 €
9753

VOLNEY (C. F. C.) - AS RUINAS,// OU// MEDITAÇÃO// SOBRE AS// REVOLUÇÕES DOS IMPERIOS
Por// (...) Par de França (...)// Livremente traduzida em vulgar// por// PEDRO CYRIACO DA SILVA// Muitas annotações tanto do Author, como do// Traductor, servem d'esclarecimento (...).// Nova Edição// Correcta pelo Traductor, e Annotador (...).
LISBOA:// Nova Impressão Silviana. Anno de 1834. In-8º peq. de XXXIX-I-188 [& II-55-I-VIII] págs. Enc.
Do índice: Duas palavras sobre a traducção; Discurso preliminar do Traductor dedicado á heroica e livre Nação Portugueza; Noticia Historica sobre o conde de Volney; lida na Camara dos Pares em Sessão de 14 de Junho de 1820 pelo Conde Daru; Invocação; Cap. I - A Viagem; II - A Meditação; III - A Sombra; IV - A Expozição; V - Condição do homem no Universo; VI - Estado primitivo do homem; VII - Principio das Sociedades; VIII - Emanação dos males das Sociedades; IX - Origem dos Governos e das Leis; X - Cauzas geraes da prosperidade dos antigos Estados; XI - Cauzas geraes das Revoluções e da ruina dos antigos Estados; XII - Lições das passadas épocas repetidas no prezente tempo; XIII - Melhorar-se-ha a especie humana?; XIV - Grande Obstaculo para chegar à perfeição; XV - O novo Seculo; XVI - Um Povo livre e Legislador; XVII - Baze Universal de todo o Direito, e de toda a Lei; XVIII - Horror e conspiração dos Tyrannos; XIX e ultimo - Assemblea geral dos Póvos.

Encadernado junto e com frontispício próprio: CATHECISMO// da// LEI NATURAL,// ou// PRINCIPIOS FYZICOS DA MORAL,// Deduzidos da Organização// do// HOMEM E DO UNIVERSO.// Adaptado a todas as condições, e espe-// cialmente à Mocidade. [Mesma editora e mesmo ano de edição].
Encadernação da época, simples, com lombada e cantos em pele.
Miolo em excelente estado de conservação, apresentando o papel muito firme e branco. Volume ligeiramente aparado e tintado de azul por inteiro. Encadernação com alguns sinais do tempo.
RARO.

75,00 €
11919

WINSLOW (JACQUES-BENIGNE) - EXPOSITION// ANATOMIQUE// DE LA STRUCTURE// DU CORPS HUMAIN
Par M. Winslow (...). Nouvelle Edition, faite sur un Exemplaire corrigé & augmenté par l'Auteur (...). TOME PREMIER [& TOME SECOND].
A PARIS. Chez La Veuve SAVOYE / D'HOURY / BAUCHE / GUILLYN / P.F. DIDOT. MDCCLXVI [1766]. 2 vols. In.8º de LXXI-504 + XXIV-611 págs. Enc.
Tratado setecentista de anatomia, muito popular e conceituado na sua época, tendo conhecido 4 edições (1732, 1754, 1766 e 1776). Ilustrado, no fim do 2º tomo, com 5 grandes gravuras desdobráveis, estando estas em bom estado de conservação. O 1º tomo inclui ainda uma bela gravura (água-forte) em anterrosto de Winslow.
Trata-se dos dois primeiros volumes dos quatro que constituem a obra completa.

Encadernações setecentistas inteiras em pele com bonitas lombadas.
Conjunto em bom estado geral de conservação mas com vestígios em ambos os volume de xilófagos, por vezes atingindo a mancha impressa.
INVULGAR.

150,00 €
4119

[POINSINET DE SIVRY (LOUIS)] - TRAITÉ DE LA POLITIQUE PRIVÉE
Tiré de Tacite et de Divers Auteurs.
A Amsterdam. Chez MARC MICHEL REY, MDCCLXVIII [1768]. In-12º de II-VI-146 págs. Enc.
Obra publicada anónima, mas da autoria de Louis Poinsinet de Sivry (1733-1804).
Primeira edição, RARO.
Encadernação antiga inteira em pele.
Exemplar em bom estado de conservação, sem quaisquer humidades, com o papel invulgarmente branco. Tem minúsculos vestígios de xilófagos, quase imperceptíveis, no canto superior das folhas.

200,00 €
Página produzida pelo programa CaTema, de AFAsoft          © 2009 António F. Amorim